Mundo
18/01/2009 - 21h26

Manifestação judaica pela paz em SP apoia ação de Israel em Gaza

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colaboração para a Folha Online

Membros da comunidade judaica brasileira reuniram-se neste domingo às 15h no Memorial da América Latina, em São Paulo, para manifestar-se pela paz e demonstrar apoio a Israel. Os presentes em geral se declararam felizes com o cessar-fogo unilateral anunciado por Israel neste sábado (17), mas formavam uma só voz ao declarar o apoio à ofensiva. Eles disseram que a ação israelense foi tão necessária que conseguiu em Israel o apoio da esquerda, que segundo eles normalmente se opõe aos ataques feitos pelo país.

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Cerca de 3.000 pessoas, segundo a polícia civil, compareceram à manifestação, organizada pela Federação Israelita do Estado de São Paulo, Confederação Israelita do Brasil, Juventude Judaica Organizada, além do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo.

Entre uma maioria de jovens, também havia famílias e crianças. Poucos usavam trajes típicos dos judeus ortodoxos, como roupas pretas e o chapéu da mesma cor com aba redonda para os homens e as tradicionais saias abaixo do joelho para as mulheres.

O evento começou com o Hino Nacional Brasileiro, ao qual seguiram-se diversas canções em hebraico. Uma delas dizia, segundo tradução dos manifestantes, "que venha a paz para nós e para todo mundo". Muitas bandeirinhas de Israel e do Brasil eram agitadas pelas pessoas, a maioria vestida de branco.

Direito de defesa

O direito de defesa e a tolerância prolongada aos mísseis do Hamas foram as razões mais citadas para o apoio à ofensiva israelense em Gaza entre os manifestantes. O médico Mauro Sancovisk, 55, disse acreditar que Israel aceitou por muito tempo os ataques de forma passiva, mas que para a população israelense ficou "impossível de sobreviver" sob os mísseis do Hamas.

Ao ser questionado se acreditava ter havido uma reação desproporcional na resposta de Israel ao Hamas, Sancovisk disse acreditar que o grupo radical não "matou mais" israelenses durante os anos de ataques contínuos de mísseis porque "não tinha força" para isso. Ele se declarou "a favor da paz para todos os lados" e expressou o desejo de que a comunidade internacional se envolva mais em uma negociação com esse objetivo.

O industrial Larry Simha, 66, relembrou a morte de mais de 6 milhões de judeus no Holocausto, durante a 2ª Guerra Mundial, para dizer que "melhor que qualquer outro povo do mundo" o povo judeu conhece a "dor de perder injustamente um membro da família". Simha, no entanto, enfatizou que "o povo de Israel protege suas crianças", enquanto "eles [militantes do Hamas], usam seus filhos como escudo humano". Ele também disse ter "certeza" de que se as Forças de Defesa de Israel sabem que em uma área há crianças e mulheres "eles param".

Pérsio Bider, 31, presidente do JJO, Juventude Judaica Organizada, declarou acreditar que Israel daria "todo o território que eles [palestinos] querem" em troca da paz, mas que os "terroristas [militantes do Hamas]" querem a destruição do Estado de Israel. "Isso não se pode aceitar, os judeus não podem ser mortos de novo, por isso nós estamos aqui para dizer que estamos com Israel, estamos pela paz, mas acima de tudo estamos com Israel", complementou.

O primeiro conselheiro da Embaixada de Israel, Raphael Singer, 37, israelense de Tel Aviv, que também foi ao Memorial para assistir à manifestação, disse ter ficado "emocionado" com o apoio da comunidade judaica brasileira. Singer mencionou o "direito de Israel de se defender" e afirmou acreditar que Israel conseguiu mudar a "situação dos líderes do Hamas" em Gaza.

Bem-vindos

Apesar não ter havido convite para organizações palestinas participarem da manifestação judaica pela paz, o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Boris Ber, 54, afirmou que elas seriam bem-vindas se comparecessem e ressaltou o apoio de grupos de católicos e evangélicos, que se encontravam em pequeno número no local.

Ber disse estar otimista com a declaração de cessar-fogo unilateral feita por Israel e a aceitação desta, mesmo que temporária, por parte do Hamas, o que considerou ser "um passo" para a paz. Mas ele enfatizou que cabe agora à comunidade internacional "costurar esse processo" para a obtenção de uma paz duradoura, em que as "necessidades das partes sejam respeitadas". Sobre os ataques feitos por Israel em Gaza, ele refletiu: "Um acordo nem sempre é possível em tempos de paz".

Na sexta-feira (16), representantes de partidos de esquerda se uniram a manifestantes de associações muçulmanas para protestar contra a ofensiva israelense na faixa de Gaza. Cerca de 150 pessoas --segundo a Polícia Militar-- entre militantes do PSOL, PC do B e muçulmanos fizeram concentração na praça da República e depois seguiram para a praça da Sé, onde acenderam velas em homenagem aos mortos no conflito.

Comentários dos leitores
samuel kosminsky (82) 29/11/2009 17h29
samuel kosminsky (82) 29/11/2009 17h29
gostaria de corrigir opiniao anterior, dizendo que, nao sao 2 naçoes e sim 3 (Ira, Coreia, Cuba) onde, quem pensa diferente e anti social, sendo encaminhado a hospital psiquiatrico
adoro aqueles que adoram governantes desses paises
sem opinião
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mauro guanandi (44) 28/11/2009 10h40
mauro guanandi (44) 28/11/2009 10h40
Senhor Eduardo, porque colocas tantos "rs" após cada colocação ?
O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
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Como certa vez alguém disse e é verdade :
" A unanimidade é burra "
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