Mundo
20/01/2009 - 13h20

Quênia para em frente a TVs e telões para assistir posse de Obama

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colaboração para a Folha Online

Terra do pai do presidente eleito dos Estados Unidos, o Quênia prepara-se para assistir à posse de seu "neto" ilustre com telões espalhados pelo país e uma rara confraternização em um país marcado pela violência nos últimos anos.

Sayyid Azim/AP
Telão instalado na principal avenida da capital do Quênia, para transmitir a posse de Obama
Telão instalado na principal avenida da capital do Quênia, para transmitir a posse de Obama

Entre os expectadores está o Dr. Joseph Osoo, que comprou carne de cabra em um mercado de Nairóbi para a festa da posse. Osoo, que dirige uma clínica em uma das maiores favelas do Quênia, lembrou que, nesta mesma época no ano passado, ele estava tratando feridas feitas a facão por membros de partidos rivais, nos motins que se seguiram à disputada eleição no Quênia.

"A nossa eleição no Quênia realmente tinha problemas com a etnia", disse ele. "A América tem mostrado que este não deve ser um grande problema...a democracia pode funcionar."

As comemorações têm ajudado a reunir quenianos de diferentes grupos étnicos que foram atingidos pela violência política no ano passado. Obama chegou a envolver-se na na negociação entre o líder da oposição do Quênia, Raila Odinga, derrotado na eleição, e o presidente queniano, Mwai Kibaki, reeleito no contestado pleito de 27 de dezembro de 2007. Os dois acabaram firmando um acordo de divisão do poder.

A eleição de um presidente negro nos Estados Unidos americano é um poderoso símbolo de unidade no continente africano, onde muitos países ainda estão divididos em grupos étnicos e a as injustiças do colonialismo ainda estão na memória das velhas gerações.

Professores apresentam Obama como um modelo para seus alunos, anúncios de todo tipo de produto mostram seu rosto - de celulares a a cerveja -- e os estrangeiros que cantam canções sobre ele nos onipresentes bloqueios policiais nas estradas chegam a ser liberados sem precisar pagar propina.

Há planos para a construção de um museu na aldeia de sua família e agências de turismo já estão oferecendo pacotes com o tema Obama.

Touros e cabras foram abatidos em Kogelo vilarejo no oeste do país, onde muitos dos Obamas quenianos vivem. Cerca de 3.000 pessoas reuniram-se em uma escola primária local para comemorar. Mulheres vestidas com panos coloridos fizeram danças tradicionais ao ritmo de tambores.

Mas as celebrações não ficaram livres de controvérsia. Jornais quenianos divulgaram que uma equipe de ministros voou para os Estados Unidos para assistir à cerimônia. No entanto, os ministros não tinham convite para celebração e teriam de assistir a festa no hotel, pela televisão.

O militante anticorrupção Mwalimu Mati disse que quenianos não deveriam estar apenas comemorando, mas olhando com atenção para seus próprios dirigentes.

"No Quênia, o maior problema é a falência de nossa liderança. As pessoas estão ficando mais pobres a cada dia que passa", disse ele. "Obama é um ícone de esperança, mas ele também deve ser um exemplo."

Salão Oval

A avó queniana de Barack Obama foi para a posse do novo presidente levando presentes que podem deixar a marca do país na decoração do Salão Oval, o escritório presidencial na Casa Branca.

Convidada para a posse, Sarah Obama, 86, é a terceira esposa do avô paterno de Obama, Hussein Onyango Obama e, apesar de não terem laços sanguíneos, ele se refere a ela com frequência. Ela continua vivendo uma casa modesta em Kogelo, a aldeia ancestral da família.

Em declarações publicadas pelo jornal "Standard", Sarah Obama disse que também queria levar uma lança e um escudo tradicionais de sua tribo Luo, mas foi aconselhada a não fazê-lo por correr o risco de ser barrada no aeroporto.

"O dia que esperava finalmente chegou. Estou muito contente. Nesta ocasião, serei a embaixadora do Quênia e tentarei estar à altura dos acontecimentos", afirmou Sarah ainda no Quênia, que virou uma celebridade nacional em seu país desde que o neto foi eleito.

Com Associated Press e France Presse

Comentários dos leitores
Carlos Gonçalves (402) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (402) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? sem opinião
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O Pacificador (209) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (209) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
34 opiniões
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. 18 opiniões
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