Mundo
20/01/2009 - 17h25

Em discurso de posse, Obama apela à esperança para superar crise

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu nesta terça-feira, em seu primeiro discurso após a posse, que a economia do país está enfraquecida como consequência do fracasso americano coletivo de "tomar decisões difíceis e preparar a nação para uma nova era" e alertou os americanos de que a solução não será imediata.

"Hoje eu digo a vocês que os desafios que enfrentamos são reais. Eles são sérios e muitos. Eles não serão encontrados de maneira fácil ou em um curto período de tempo", disse Obama, que assumiu a Casa Branca sob grandes expectativas para solucionar a crise financeira americana e retomar o crescimento econômico.

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"Nossa economia está enfraquecida, uma consequência da ganância e irresponsabilidade da parte de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo de fazer escolhas difíceis e preparar a nação para uma nova era", disse Obama, em um discurso no qual pediu uma nova era de responsabilidade dos americanos.

Pat Benic /Efe
Barack Obama faz seu primeiro discurso como presidente e alerta que solução para crise não será imediata
Barack Obama faz seu primeiro discurso como presidente e alerta que solução para crise não será imediata

"Casas foram perdidas, empregos cortados, negócios fechados. Nossa saúde é muito cara, nossas escolas são ruins e cada dia traz nova evidência de que os caminhos que nós usamos energia fortalecem nossos rivais e ameaçam nosso planeta", listou Obama, citando os principais temas de "[suas promessas de campanha]" e ampliando a esperança de que as políticas internas não sejam completamente ignoradas no esforço de tirar o país da crise.

Os sinais da crise financeira, afirma Obama, são evidentes nas estatísticas. "Menos mensurável, mas não menos profundo, é a crise de confiança por nosso terra e o temor de que o declínio americano é inevitável e que a próxima geração precisa reduzir suas possibilidades".

Lembrando os discursos críticos ao legado do ex-presidente George W. Bush de sua campanha presidencial, Obama afirmou que proclama o fim das "ganâncias dos grupos pequenos e dogmas falidos que por muito tempo prejudicam a política".

"Nós somos uma nação jovem e chegou o tempo de deixar de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito, de escolher nossa melhor história", afirmou.

O democrata afirmou que os instrumentos para sair da crise são os próprios americanos, que continuam tão produtivos quanto antes da crise. "Nossa mente não está menos inventiva, nossos produtos e serviços não estão menos necessários do que na semana passada, no mês passado ou no ano passado".

Terrorismo

Em seu discurso de posse, Obama também endureceu sua fala e enviou uma mensagem a terroristas que ameaçam os EUA. "Nós não vamos pedir desculpas por nosso estilo de vida nem vamos hesitar em defendê-lo. E, para aqueles que buscam aumentar seus alvos induzindo terror e assassinando inocentes, dizemos a vocês, agora, que nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado. Vocês não irão nos ultrapassar, e nós os derrotaremos."

Em um recado indireto aos grupos radicais islâmicos que agem contra as tropas americanas na Ásia, Obama afirmou "ao mundo muçulmano", que os EUA buscam "um novo modo de progredir".

"Aos líderes ao redor do mundo que procuram instaurar conflito, ou culpar os males de sua sociedade no Ocidente: saibam que nosso povo vai julgá-lo sobre o que você pode construir, não o que você destrói. Àqueles que se apegam ao poder pela corrupção [...], saibam que vocês estão do lado errado da história", disse o democrata. "Mas nós estenderemos a nossa mão se vocês estiverem dispostos a ceder a sua primeiro", completou, em tom mais ameno.

Obama participa nesta tarde de um almoço fechado para 200 convidados, no Statuary Hall. Logo depois, ele deve participar, ao lado da mulher, Michelle, da parada militar que percorrerá ruas de Washington e, à noite, de diversos bailes em sua homenagem.

Comentários dos leitores
eduardo de souza (497) 30/11/2009 13h54
eduardo de souza (497) 30/11/2009 13h54
O anuncio do envio de 30 mil soldados para o Afeganistão faz parte da estratégia de invasão contra o Irã. No documentário que esta na internet "Obama, farsa e decepção" feito há algum tempo atrás, já alertava desse envio de tropas. Os únicos otários nessas histórias somos nós os cidadãos.
A um bom tempo já foi escrito tudo que Obama tem de fazer, e ele, como um bom "rapaz" vem cumprindo exemplarmente suas obrigações...rs.
Não sei ainda quanto tempo a sociedade irá tolerar esse tipo de manipulação, só sei que quanto mais tempo aceitarmos, inertes, que indivíduos e organizações, ditem impunemente os rumos de nossas vidas, somente levando em conta os seus interesses, seremos mais do que vítimas, seremos um completo e passível idiota. E isso cabe a todos, desde os que trabalham nos meios de comunicação, postando essas inverdades como se fossem verdades, até as autoridades que juram um compromisso profissional, mas que se calam diante do seu cumprimento, quando vai de encontro com os interesses desses manipuladores. Pode afirmar que tem medo de retaliações, medo das conseqüências que possam vir, para si e para sua família, podem, é compreensível, mas... Para vos digo: Só haverá justiça e liberdade quando verdadeiramente fizermos valer esses conceitos.
Enquanto isto veremos sempre o dominador fazendo o que bem entender, rindo de nós e nos eliminando como se fossemos nada. Pensem um pouco, srs, vale a pena viver assim?
sem opinião
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O Pacificador (224) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (224) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
4 opiniões
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Carlos Gonçalves (410) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (410) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 4 opiniões
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