Comitê dos EUA proíbe que governador de Illinois use dinheiro de plano de resgate
da Reuters, em Washington
O Comitê de Apropriações da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos Estados Unidos votou nesta quarta-feira por proibir o governador de Illinois, Rod Blagojevich, de usar o dinheiro que o Estado receberá como parte do pacote nacional de estímulo econômico.
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Blagojevich foi detido em 9 de dezembro passado depois de ser acusado de tentar vender a cadeira de senador deixada por Obama, que negou qualquer envolvimento no caso e pediu publicamente a renúncia do governador. Ele foi acusado ainda de usar seus poderes ilegalmente para conseguir dinheiro de doadores de campanha e de tentar pressionar o jornal "Chicago Tribune" a demitir jornalistas que o criticam.
| Jonathan Kirshner-14jan.08/Efe |
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| Rod Blagojevich foi acusado de vender a cadeira de Obama |
O Estado, que está tentando aprovar o impeachment do governador, deve receber US$ 50 bilhões dos cerca de US$ 825 bilhões previstos pelo pacote federal do governo Obama, segundo afirmou o deputado Mark Kirk, republicano de Illinois.
O comitê aprovou, paralelamente ao pacote de US$ 358 bilhões para gastos do governo, uma emenda que estabelece que o Congresso de Illinois será responsável pelo uso do dinheiro destinado ao Estado, a menos que Blagojevich seja retirado do cargo.
"[A emenda] tira dele qualquer autoridade para alocar recursos federais de estímulo", disse Kirk. "Eu já falei com os líderes do legislativo estadual. Eles estão prontos para isso".
A emenda, contudo, ainda deve ser aprovada por toda a Câmara e o Senado e assinada por Obama, antes de se transformar em lei.
No começo do mês, a Câmara de Illinois aprovou --com 114 votos a 1-- que o Senado estadual submeta Blagojevich a julgamento político, uma decisão sem precedentes na história do Estado. A data do julgamento político, que determinará se o governador será cassado por corrupção e abuso de poder, foi fixada para 26 de janeiro e caso o impeachment seja aprovado por dois terços, Blagojevich terá que deixar o cargo.
Verba
O comitê, que controla projeto de leis de gastos públicos, aprovou, por 35 votos a 22, parte do plano maior que Obama defende como essencial para resgatar o crescimento econômico do país, que está em recessão desde 2007. Este foi considerado o primeiro teste para a aprovação de um plano de estímulo econômico previsto pelo governo do democrata.
"Estou seguro que nenhum de nós está feliz com o custo, mas tem que ser comparado com o tamanho do problema", afirmou o chefe do Comitê, David Obey. "Nós enfrentamos o colapso econômico mais perigoso desde os anos 30 [Grande Depressão]", afirmou, citado pelo jornal espanhol "El Pais".
O Comitê de Procedimentos (para questões fiscais e de comércio) e o comitê de Energia e Comércio devem votar nesta quinta-feira as partes que lhes cabe do plano de estímulo de Obama.
Obama já tem acesso a US$ 350 bilhões para ajudar as instituições financeiras afetadas pelo colapso do mercado e estender os empréstimos aos consumidores e pequenos negócios. O dinheiro é a segunda parte do pacote de resgate de US$ 700 bilhões proposto no governo do ex-presidente George W. Bush, que pediu a aprovação da segunda parte no Congresso atendendo ao pedido de Obama.
Desde que foi eleito presidente, em parte pela grave crise econômica e a imagem de que era o mais apto a resolvê-la, Obama coordena esforços para aprovar o pacote de sua equipe para ter ao menos US$ 825 bilhões para investir em cortes de impostos e criação de empregos.
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