Mundo
23/01/2009 - 17h59

Embaixador americano no Iraque adverte Obama sobre retirada de tropas

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colaboração para a Folha Online

O embaixador dos Estados Unidos em Bagdá, Ryan Crocker, advertiu nesta sexta-feira o presidente recém-empossado, Barack Obama, sobre a retirada precipitada de tropas no Iraque. Nesta quinta-feira (22), o presidente pediu ao Pentágono para fazer um planejamento sobre um levantamento responsável no Iraque.

Erik de Castro/Reuters
Na campanha, Obama prometeu retirar as tropas em até 16 meses após a posse
Na campanha, Obama prometeu retirar as tropas em até 16 meses após a posse

Segundo Crocker, a investida poderia provocar um ressurgimento da rede terrorista da Al Qaeda, e um "encorajamento dos [países] vizinhos em influenciar em possíveis acontecimentos no Iraque".

O embaixador que está se aposentando após 30 anos de carreira diplomática, conversou também com o general responsável pelas tropas americanas no Iraque, Ray Odierno. Crocker se recusou a dar detalhes sobre a conversa com Obama, mas afirmou que estuda a possibilidade de enviar ao menos 140 mil soldados.

De acordo com Ryan, a rede Al Qaeda perdeu força nos últimos anos e o suporte da comunidade árabe. Segundo o acordo estabelecido entre os dois países, os Estados Unidos deverão retirar as tropas do país até dezembro de 2011.

Plano

"Nós estamos preparados para as piores possibilidades", disse o ministro da Defesa do Iraque, Abdul Qader al Obeidi. "Nós não podemos deixar o nosso país sem saber se essas forças [militares] irão sair ou não. Nós temos planos para as piores possibilidades e queremos dizer isso", disse o iraquiano.

O presidente da comissão parlamentar de Defesa do Iraque, Abbas al Bayati, disse na última quarta-feira (21) que o Iraque tem elaborado planos de contingência caso Obama dê uma ordem expressa de retirada. Durante a campanha, o presidente prometeu retirar os soldados do país em até 16 meses após a posse.

Embora Crocker tenha alertado sobre a retirada precipitada, o embaixador afirmou "não ter claro qual seria direção da tendência". Um grupo insurgente sunita, Mujahedeen do Exército, afirmou que os planos de Obama não parecem muito diferentes do ex-presidente, George W. Bush. A declaração foi descoberta pelo serviço de Inteligência de Washington, que controla as mensagens terroristas.

Em um post de um site extremista islâmico,o grupo afirmou que se Obama quer resolver os problemas deixados por Bush, ele "poderá levar os seus soldados, todos os seus soldados, e aqueles que vieram com os seus agentes".

Crocker disse que as forças políticas e de seguranças estão tendo avanços significativos no Iraque e que "não se pode superestimar as mudanças e o tempo em que elas levaram para acontecer". Oficiais americanos afirmaram que as eleições parlamentares neste ano serão um indicador para saber se o país está se dirigindo a estabilidade.

"A condução dessas eleições serão muito importantes para o país. Não serão eleições perfeitas, nós sabemos, mas o importante é que serão eleições que terão crédito [confiança]", disse o embaixador.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
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Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
sem opinião
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J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
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O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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