Mundo
23/01/2009 - 21h09

Obama permite financiamento de grupos pró-aborto no exterior

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta sexta-feira uma ordem executiva que suspende a proibição imposta pelo ex-líder George W. Bush (2001-2009) ao uso de fundos do governo para subsidiar grupos que pratiquem ou auxiliem na prática do aborto no exterior.

A concessão ou não de fundos governamentais aos grupos pró-aborto no exterior foi um assunto delicado nas últimas administrações, que os autorizaram em mandatos democratas e os proibiram durante os governos republicanos.

Neste caso, a Casa Branca se limitou a anunciar a assinatura através de um porta-voz.

Charles Dharapak/AP
Obama poderá assinar lei que proíbe ajuda financeira a entidades que promovam aborto
Obama assina lei que retoma ajuda financeira a entidades que promovam aborto

Esta proibição, conhecida como "a política da Cidade do México", porque foi anunciada em uma conferência das Nações Unidas nessa cidade em 1984, representou uma das pedras angulares da política social do ex-presidente Ronald Reagan (1981-1989).

Bill Clinton a aboliu durante seu mandato (1993-2001) e ela foi relançada novamente por Bush, em uma de suas primeiras iniciativas como presidente.

Os críticos afirmam que essa proibição infringe o direito constitucional à liberdade de expressão.

Quando a proibição estava em vigor, a verba destinada a serviços de planejamento familiar não poderia ir para clínicas ou grupos que fizessem ou aconselhassem mulheres interessadas em se submeter a um aborto em outros países, mesmo que o dinheiro para essas atividades viesse de outras fontes que não o governo norte-americano.

Planejamento familiar

Washington destina cerca de US$ 400 milhões em assistência ao planejamento familiar em 53 países, segundo os dados da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Os críticos da "política do México" alegam que as restrições limitaram o financiamento a grupos humanitários que oferecem serviços de planejamento familiar e de saúde, o que fez com que mulheres tenham de recorrer a abortos ilegais e em condições pouco seguras. Já os defensores da medida negam que ela tenha gerado um aumento dos abortos ilegais no exterior.

Obama reconheceu nesta quinta-feira (22), durante manifestação pelo 36º aniversário da lei, que se trata de um tema divisório. "A lei de 1973 não somente protege a liberdade e a saúde das mulheres, mas representa um princípio mais amplo: que o governo não deve se intrometer em assuntos familiares mais íntimos", disse Obama em um comunicado.

O presidente americano reiterou seu desejo de prevenir a gravidez indesejada e defendeu a busca de um "meio termo" que amplie o acesso a anticoncepcionais, à educação reprodutiva e a serviços médicos preventivos.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
sem opinião
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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