Saiba mais sobre a Bolívia
colaboração para a Folha Online
A Bolívia recebeu o nome em homenagem a Simon Bolívar, o líder da independência da América hispânica nascido no território que hoje faz parte da Venezuela. Ele lutou pela independência boliviana, conquistada em 1825 --quando houve o rompimento dos dirigentes locais com a Espanha-- e assumiu como primeiro presidente do país.
Bolívar ficou no poder apenas quatro meses, iniciando uma tradição de instabilidade que permanece como uma marca da política boliviana. Desde a independência o país teve, em média, um governo a cada dois anos e cinco meses.
Depois de envolver-se em várias guerras com países vizinhos, a Bolívia perdeu mais de três quartos de seu território original. Na guerra contra o Chile, entre 1879 e 1884, o país foi derrotado e deixou de ter acesso ao mar, fato que levou a uma rixa permanente entre os dois países. Os atuais governos do Chile e da Bolívia assinaram acordos que permitem o acesso da Bolívia a um porto no norte do Chile, o que contribuiu para melhorar a relação bilateral.
Apesar de possuir reservas significativas de estanho, prata, ouro e gás natural, a Bolívia permanece sendo um dos países mais pobres do continente devido a, entre outros fatores, falta de capital próprio para investimentos e altos custos para os negócios, decorrentes da falta de infraestrutura.
Depois de enfrentar uma grave crise econômica no início dos anos 80, com endividamento externo e hiperinflação, o país adotou a partir de 1985 uma política de livre mercado --que teve sucesso em estabilizar a economia e garantir crescimento, mas que não foi suficiente para diminuir de forma significativa os problemas sociais do país.
A eleição do líder cocaleiro Evo Morales, em 2005, representou uma mudança na política dos anos anteriores, com a adoção de um discurso nacionalista, a estatização de empresas estrangeiras exploradoras de gás natural e a instituição de políticas voltadas para a distribuição de renda entre a maioria da população.
Primeiro presidente eleito a não fazer parte da minoria branca do país, Morales diz governar para a maioria da população. Embora estimativas exatas sejam difíceis em um país miscigenado, calcula-se que até 60% da população boliviana é indígena. Considerados os mestiços, a população com ascendência entre os povos originais do país chega perto de 85%, com uma população branca de cerca de 15%.
Saiba mais sobre a Bolívia:
Nome: República da Bolívia
Capital: La Paz é a capital administrativa e sede do governo; Sucre é a capital constitucional e sede do Judiciário
Divisão: nove Departamentos (Estados)
População: 9.247.816 (estimativa para julho de 2008)
Área: 1.098,580 km2
Idiomas oficiais: espanhol, quéchua e aimará
Moeda: boliviano
Forma de governo: república presidencialista
Posição no IDH: 111ª [o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU mede o desenvolvimento do país com base na expectativa de vida, no nível educacional e na renda per capita. A Islândia lidera a lista, e o Brasil está na 70ª posição]
PIB (total de riquezas produzidas): US$ 18,9 bilhões (estimativa para 2008)
Renda 'per capita' anual: US$ 4,7 mil (estimativa de 2003)
Religião: Católica (95%), minorias protestantes e cultos indígenas
Internautas: 1 milhão (estimativa de 2007)
Analfabetismo: 13,3% (censo de 2001). O governo anunciou em dezembro de 2008 que o país estava "livre do analfabetismo". A classificação, segundo a Unesco, representa uma taxa de analfabetismo menor que 4% entre a população acima dos 15 anos de idade.
População abaixo da linha da pobreza: 59,9% (estimativa de 2006)
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| Mapa da Bolívia, que faz hoje referendo sobre nova Constituição |
Fontes: CIA - The World Factbook, Enciclopédia Britânica, Instituto Nacional de Estatística da Bolívia, Presidência da República da Bolívia, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
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