Mundo
25/01/2009 - 17h35

OEA destaca "clima de tranquilidade" em referendo na Bolívia

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da Efe, em La Paz

A OEA (Organização dos Estados Americanos) destacou o "clima de tranquilidade e respeito" e a ausência de irregularidades nas primeiras horas do referendo realizado neste domingo na Bolívia sobre a nova Constituição.

Em entrevista coletiva, o chefe da delegação de observadores da OEA, o uruguaio Raúl Lago, pediu aos bolivianos que mantenham "o ambiente de paz que impera em todo o país" para que os votos possam "ser emitidos individual, livremente e de forma secreta."

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Lago explicou que a missão da organização, a maior de todas as que foram à Bolívia para acompanhar o referendo, tem 68 observadores "em áreas urbanas, suburbanas e rurais" dos nove Departamentos (Estados) do país.

"Não temos nenhuma informação sobre incidentes de violência nem nenhuma denúncia até o momento", disse Lago, que lembrou que a OEA "está disposta a receber denúncias concretas e que forem registradas formalmente" sobre possíveis fraudes.

Os quase 3,9 milhões de bolivianos que estão convocados hoje às urnas votam sobre o texto estipulado no Congresso entre o partido do presidente Evo Morales, o MAS (Movimento ao Socialismo), e parte da oposição, que introduziram mais de 100 emendas ao projeto apresentado inicialmente pela Assembleia Constituinte.

Lago apresentou à imprensa um relatório com os dados que os observadores da OEA entregaram a ele nas primeiras horas de votação.

As informações refletem que 94% das mesas observadas contavam com todos os materiais necessários para a votação, 96% com os espaços adequados e 74% foram abertas com todos os júris eleitorais titulares.

A organização contabilizou uma baixa presença de delegados dos partidos políticos nos colégios eleitorais.

Os centros de votação analisados pela delegação contavam com 22% de observadores do governista MAS, 4% do partido opositor, Podemos (Poder Democrático e Social), 4% dos comitês cívicos e 18% de outras forças políticas.

Além disso, o relatório afirma que, em 78% dos centros de votação, havia forças de segurança nas imediações.

A votação termina por volta de 16h (18h de Brasília) nos 2.816 colégios eleitorais instalados no país, onde há mais de 350 observadores de mais de dez organismos internacionais.

 

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