Cruz Vermelha alerta para crise humanitária em meio à guerra no Sri Lanka
da Folha Online
A Cruz Vermelha alertou nesta quarta-feira para a grande crise humanitária que se agrava no norte do Sri Lanka com 250 mil civis sem proteção em meio à guerra entre as tropas do governo e as forças rebeldes.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC), a ONU (Organização das Nações Unidas), a União Europeia e os Estados Unidos apelaram ao governo e aos rebeldes dos Tigres de Libertação do Tâmil Eelam (LTTE) que facilitem a fuga dos civis da zona de combate, onde os confrontos se intensificaram.
| Sanath Priyantha-27jan.09/AP |
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| Tropas do Sri Lanka enterram corpos de rebeldes mortos em confronto no país |
"As pessoas estão no meio do fogo cruzado, hospitais e ambulâncias são atingidas por tiros e muitos trabalhadores de ajuda humanitária foram feridos enquanto retiravam os feridos", disse Jacques de Maio, chefe de operações da ICRC no sul da Ásia, em comunicado no site da organização, citado pela CNN.
Segundo a ONU, os rebeldes tâmeis bloquearam um comboio que levava centenas de feridos do norte do Sri Lanka.
O ministro indiano de Relações Exteriores, depois de se reunir com o presidente cingalês, Mahinda Rajapaksa, pediu que a Índia ajudasse na reconstrução do país após a guerra, mas não mencionou o pedido de trégua dos políticos indianos tâmeis, da coalizão do governo.
| Arte/Folha Online |
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O governo do Sri Lanka iniciou, no ano passado, uma grande ofensiva contra os rebeldes tâmeis e, segundo o próprio governo, os rebeldes fugiram para o norte e controlam agora 300 km² na região --onde, segundo a Cruz Vermelha, estão 250 mil civis.
Segundo o governo, o objetivo é acabar com o grupo rebelde e encerrar a guerra civil no Sri Lanka, que já dura 25 anos. O conflito já deixou mais de 70 mil mortos. Por mais de uma década, os rebeldes comandaram um Estado de fato, entre a península de Jaffna, ao norte, e o resto do país, ao sul, ambos controlados pelo governo.
Os tigres tâmeis começaram sua batalha contra o governo em 1983 e dizem defender o direito das minorias tâmeis diante da opressão de sucessivos governos da maioria cingalesa, desde que o Sri Lanka se tornou independente do Reino Unido, em 1948.
Com Reuters
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