Hamas condiciona trégua duradoura à abertura das fronteiras de Gaza
da Folha Online
O líder do movimento islâmico radical Hamas, Ghazi Hamad, indicou que o grupo está disposto a negociar uma trégua duradoura com Israel, mas afirmou que o acordo depende da abertura das fronteiras da faixa de Gaza. Hamas e Israel trocaram ataques nesta semana, poucos dias depois do cessar-fogo separado anunciado no último dia 18 e que pôs fim a grande ofensiva israelense na região que deixou mais de 1.400 palestinos mortos e cerca de 5.000 feridos.
"Nós queremos a abertura das fronteiras", disse Hamad, à agência de notícias Associated Press, acrescentando que esta é a única saída para a reconstrução de Gaza após a ofensiva israelense.
"Nós queremos ser parte de uma comunidade internacional. [...] Eu acho que o Hamas não tem interesse no aumento do número de crises em Gaza ou mesmo desafiar o mundo", completou Hamad, que, segundo o jornal "Haaretz", coordena a chegada de barcos com suprimentos na fronteira entre Gaza e Egito, esforço do grupo para se recuperar após 22 dias consecutivos de bombardeios israelenses a centenas de alvos do grupo.
A exigência, contudo, não deve representar um avanço nas negociações de trégua já que Israel afirmou inúmeras vezes que só abrirá as fronteiras quando tiver garantias de que os ataques com foguetes e o contrabando de armas serão interrompidos.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou ainda que Israel abrirá as fronteiras da faixa de Gaza somente quando o movimento islâmico radical Hamas, que controla o território palestino, entregar Gilad Shalit, soldado israelense sequestrado em junho de 2006. Libertação que ainda não está nos planos do Hamas.
Olmert disse a Mitchell que, até que uma solução seja encontrada para o caso, as fronteiras de Gaza serão abertas apenas para a passagem de ajuda humanitária, em "um ato de preocupação e consideração às necessidades da população de Gaza", afirma o jornal israelense "Jerusalem Post".
Mushir Al Masri, líder político do grupo, exilado em Damasco, Síria, afirmou que as exigências de Israel são inaceitáveis. "Nós ganhamos esta guerra. Por que deveríamos ceder diante da pressão de qualquer um?".
O caminho, indica Al Masri, estaria em uma mediação da comunidade internacional. "Nós temos nossas mãos abertas a qualquer país [...] para abrir diálogo sem condições", disse, acrescentando que a lista de países não inclui Israel.
EUA
A indicação do Hamas é de que o principal ator na nova etapa de negociações por uma trégua é os Estados Unidos, sob o governo do democrata Barack Obama.
O líder do governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, afirmou em sua primeira entrevista após o cessar-fogo que não tem interesse em brigar com o mundo árabe e que espera que a administração do democrata mude as políticas de George W. Bush.
Haniyeh disse ainda que a "principal arma" do grupo atualmente é a reconciliação com o rival Fatah, a quem o Hamas expulsou do controle de Gaza em junho de 2007.
Em um sinal do interesse de Obama de ampliar os esforços americanos pela trégua no Oriente Médio, George Mitchell, emissário dos EUA para a região, pediu nesta quinta-feira pela abertura das negociações na faixa de Gaza, com o envolvimento direto da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Após conversa em Ramallah com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, Mitchell falou aos repórteres. "Para ser bem sucedido na prevenção do tráfico ilícito de armas em Gaza, é necessário um mecanismo que permita o fluxo lega de suprimentos e deve haver para isso a participação da Autoridade Palestina", disse.
O fechamento da fronteira foi imposto por Israel logo após a tomada de poder do Hamas em Gaza, como forma de enfraquecer o grupo e prevenir o contrabando de armas e foguetes.
Ataques
Depois da declaração de cessar-fogo unilaterais, no último dia 18, vários ataques foram registrados entre Israel e o Hamas na faixa de Gaza. Nesta quinta-feira, ao menos oito palestinos foram feridos nos ataques na cidade de Khan Yunes, no sul da faixa de Gaza, informaram testemunhas e fontes médicas. O jornal israelense "Haaretz", citando fontes palestinas, afirma que sete dos feridos são crianças.
O ataque israelense é uma represália ao lançamento de dois foguetes Qassam, na noite desta quarta-feira (28) e na manhã desta quinta-feira, contra o sul do território israelense por milicianos palestinos. Ontem, milicianos palestinos lançaram um foguete por volta das 21h (17h no horário de Brasília) que atingiu o kibutz Reim, na região de Eshkol, sem deixar vítimas. Já o foguete lançado na manhã de hoje atingiu a área do Conselho Regional de Shaar Hanegev, em Negev, e não deixou vítimas ou grandes danos.
Estes dois foguetes são os primeiros lançados a partir de Gaza desde que Israel e Hamas declararam cessar-fogo unilaterais, no último dia 18. Embora nenhuma das partes tenha falado em uma retomada da ofensiva, os ataques ampliam o temor do fim das negociações de trégua duradoura.
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adoro aqueles que adoram governantes desses paises
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O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
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" A unanimidade é burra "
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