Mundo
30/01/2009 - 08h36

Washington estuda enviar alto diplomata para negociar com Irã

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da Folha Online

O governo do novo presidente americano, Barack Obama, estuda enviar um alto diplomata para negociar com o regime iraniano, com o qual Washington é rompido desde 1979. A medida é mais um sinal da mudança nas relações entre Irã e EUA com a chegada do democrata à Casa Branca, informa reportagem de Sérgio Dávila, publicada nesta sexta-feira na Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

O escolhido seria Dennis Ross, um veterano das negociações de paz entre Israel e palestinos sob Bill Clinton (1993-2001). Segundo Dávila, o anúncio deveria ter sido feito junto às indicações de outros dois enviados especiais --Richard Holbrooke, para Afeganistão e Paquistão, e George Mitchell, para o Oriente Médio.

O adiamento pode ter duas causas, segundo diplomatas, a Chancelaria não quis tirar a importância histórica do anúncio e decidiu fazê-lo separadamente; ou espera o resultado da eleição presidencial em junho, quando Mahmoud Ahmadinejad concorrerá à reeleição.

A saída de Ahmadinejad, considerado grande inimigo não apenas dos EUA mas também de Israel, importante aliado no Oriente Médio, abriria caminho para que os americanos estudassem reabrir sua embaixada em Teerã, fechada em 1980 após 444 dias sob o poder de estudantes radicais.

O nome de Ross voltou a circular dois dias depois de entrevista conciliatória dada por Obama à emissora Al Arabiya. Na entrevista, Obama afirmou que os EUA não são inimigos do mundo muçulmano.

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Comentários dos leitores
Maurício Carvalho (42) 08/12/2009 23h58
Maurício Carvalho (42) 08/12/2009 23h58
Excelente o comentário de Juarez Ribeiro Batista. Gostaria de complementá-lo.
Abdul Khaleq Abdullah, um professor de ciência política da Universidade dos Emirados Árabes Unidos disse: "Eu acho que os Estados do Golfo fazem bem em desenvolver agora estratégias com base na suposição de que o Irã está prestes a se tornar uma potência nuclear. É um jogo totalmente novo. O Irã agora está forçando todos na região a entrarem em uma corrida armamentista."
Esta percepção, por sua vez, gera novas ansiedades e abala velhas suposições.
Escrevendo para o jornal pan-árabe "Al Quds Al Arabi", o editor, Abdel-Beri Atwan, disse que com os recentes desdobramentos "os regimes árabes, e os do Golfo em particular, se verão como parte de uma nova aliança contra o Irã ao lado de Israel".
O chefe de um proeminente centro de pesquisa em Dubai disse que poderia até mesmo ser melhor se o Ocidente -ou Israel- realizasse um ataque militar contra o Irã, em vez de permitir que ele se transforme em uma potência nuclear. Esse tipo de conversa por parte dos árabes quase não era ouvida antes da revelação da segunda instalação de enriquecimento, e apesar de ainda ser rara, reflete o crescente alarme.
"A região pode conviver melhor com uma retaliação limitada por parte do Irã do que viver com uma dissuasão nuclear permanente. Eu defendo a realização do trabalho agora em vez de viver o restante da minha vida com uma hegemonia nuclear na região que o Irã gostaria de impor."
sem opinião
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Rogerio Cardamone (4) 07/12/2009 16h37
Rogerio Cardamone (4) 07/12/2009 16h37
Juarez. Menos. Ao que me consta, no último conflito como o Hezbollah a base avançada dos americanos (que alguns teimam de chamar de país) não se deu nada bem, e, por outro bordo, cumpre observar que nenhum conflito envolveu o Irã, ademais porque, até 1979 era aliado dos EUA. sem opinião
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Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h20
Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h20
A questão do Irã é mais complexa do que a dialética EUA vs Irã, Israel vs Irã ou Ocidente vs Irã. Na verdade, o desenvolvimento nuclear iraniano é temido até pelos países árabes sunitas. No oriente médio, há um total desprezo pelo Irã, pois o Irã não é um país árabe e o pior de tudo, é xiita. Sunitas e xiitas se odeiam, não só no Iraque. Os sunitas nem consideram os xiitas islâmicos e sim, hereges. E vice-versa. Os Estados Unidos que cairam de gaiatos, pois os governos dos países árabes querem que os americanos façam o papel sujo deles. Nem cito Israel. Se um dia o Irã for atacado pelos Estados Unidos ou Israel, podem ter certeza que os governos árabes vão protestar para fazer jogo de cena com suas populações, mas com certeza vão pular de alegria. Derrotar o Irã numa guerra não é difícil para Israel nem para os EUA, pois os países islâmicos só tomaram pau até hoje. Há pouco surgiu uma polêmica sobre Ahmadinejad ser judeu. Engraçado que antes da polêmica tinha escrito neste espaço que achava estranho Ahmadinejad ameaçar Israel, falar um monte de asneiras como se estivesse instigando Israel a atacar o Irã, pois o correto seria ser dissimulado até conseguir a bomba nuclear. Sempre achei muito estranha esta atitude dele. E depois da polêmica... 2 opiniões
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eduardo de souza (537) 14/12/2009 15h18
eduardo de souza (537) 14/12/2009 15h18
Ôh! mauro guanandi, ôh! mauro guanandi, qui é isso mêu, tá tentando justificar uso de Bombas Nucleares em cima da sociedade civil... Cê tá mal em cara, ou será "mau"ro... Eduardo de Souza, plantador de cenoura...:0) 6 opiniões
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marcio B. (70) 13/12/2009 03h07
marcio B. (70) 13/12/2009 03h07
Caro Tito Oliv, a polêmica não recai sobre os fatos em sí, que deveriam ser ou do direito de defesa de um povo ou da opressão sobre outros povos, pouco importando a alguns participantes do forum ética ou a tradição ou a moral... A insatisfação deles é sobre Obama não ter demosntrado uma posição politicamente correta, mas uma posição de interesse de seu povo. Neste fórum, quanto mais politicamente correto, mais estrelinha... Sou mil vez o imperialismo norte-americano e a invasão do Afeganistão do que o estado islâmico terrorista com bombas atômicas tentando implantar a lei da sharia no ocidente 11 opiniões
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Antonio Fouto Dias (2863) 12/12/2009 22h20
Antonio Fouto Dias (2863) 12/12/2009 22h20
Interessante, o prêmio Nobel da Paz vai para o Presidente dos Estados Unidos que atualmente está fomentando a guerra, com a argumentação de conseguir a Paz.
Na guerra contra homens para conquistar a Paz ele é capaz, no entanto, não consegue se incorporar numa guerra maior, a do bem estar e melhoria de vida de toda a população do globo terrestre, quando coloca obstáculos e seu singelos projetos só entrarão em execução daque a uma ou duas décadas, não é estranho?
Encaminhado as 12h31 de 11/12 e não publicado.
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