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09/02/2009 - 14h42

Favorito para premiê, Netanyahu quer ampliar combate ao Hamas

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da Folha Online

O líder do conservador partido Likud, Binyamin Netanyahu, foi o vencedor da ofensiva de Israel contra o movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza, que em 22 dias matou mais de 1.300 palestinos. Veterano na política, ele soube usar o clima de insatisfação entre os eleitores e defender que a continuidade dos bombardeios.

Favorito nas pesquisas, ainda que por uma pequena margem, Netanyahu passou boa parte da campanha em comícios e visitas a cidades israelenses atingidas por foguetes palestinos. "Não há escolha senão acabar com o regime apoiado pelo Irã em Gaza", disse em comício, último dia 4, durante discurso no qual expressou o desejo israelense de ver o fim definitivo dos ataques com foguetes palestinos.

Michal Fattal-04fev.09/Efe
Líder da oposição conservadora, Binyamin Netanyahu é favorito para premiê de Israel
Líder da oposição conservadora, Binyamin Netanyahu é favorito para premiê de Israel

Nascido em Tel Aviv, em 1949, Netanyahu passou a infância em Jerusalém. Aos 14 anos, foi com a família para a Filadélfia, nos Estados Unidos, onde seu pai era professor de história.

Em 1967, Netanyahu voltou a Israel para se alistar nas Forças Armadas. Ele se tornou soldado da unidade de elite Sayeret Matcal do Exército israelense e participou da operação de resgate de um jato sequestrado no aeroporto de Tel Aviv, em 1972. Um ano depois, voltou aos EUA, onde graduou-se pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) em Arquitetura e Administração e estudou Ciências Políticas em Harvard.

O estudo foi interrompido, contudo, para lutar na Guerra de Yom Kippur, em Israel, em 1973. Em 1976, passou a trabalhar em uma empresa de consultoria financeira em Boston, e posteriormente foi transferido para Jerusalém.

Premiê

Em 1982, passou a fazer parte da missão diplomática israelense nos EUA. Dois anos mais tarde, tornou-se embaixador de Israel na ONU (Organização das Nações Unidas), o cargo que ocupou durante quatro anos.

Em 1988, Netanyahu começou sua escalada política em Israel ao ser eleito membro do Knesset (Parlamento) pelo Likud. Ele serviu como vice-ministro de Relações Exteriores (1988-1991) e mais um ano como vice-premiê no governo de coalizão de Yitzhak Rabin (1922-1995).

Jim Hollander-02fev.09/Efe
Ex-premiê de Israel, Binyamin Netanyahu visita Jerusalém durante a sua campanha eleitoral
Ex-premiê de Israel, Binyamin Netanyahu visita Jerusalém durante a sua campanha eleitoral

Em 1993, foi eleito com grande popularidade como presidente do Likud e candidato a premiê de Israel. Netanyahu ganhou ainda mais notoriedade pela oposição ao acordo entre Israel e palestinos em 1993 e a consequente retirada dos israelenses da Cisjordânia e faixa de Gaza.

Três anos depois, em 1996, o então governante Partido Trabalhista entrou para as eleições enfraquecido pelo assassinato de Rabin em novembro do ano anterior e por uma série de atentados suicidas de militantes muçulmanos. Netanyahu ganhou então a primeira eleição direta para premiê, em 29 de maio, embora com uma margem apenas um ponto percentual sobre Shimon Peres.

Idas e vindas

Em seu primeiro ano de mandato, Netanyahu concentrou-se em duas questões --incentivar o crescimento da economia; e tomar medidas mais concretas em relação ao não-cumprimento palestino dos termos do acordo de paz com Israel.

Huse Husein-09fev.97/AP
Binyamin Netanyahu (à dir.) cumprimenta o palestino Yasser Arafat ao falar sobre paz
Binyamin Netanyahu (à dir.) cumprimenta o palestino Yasser Arafat ao falar sobre paz

Contudo, reverteu sua popular oposição aos acordos de paz de de Oslo (1993) e, em 1997, concordou com a retirada das tropas de Hebron, na Cisjordânia. Ele participou da discussão com o então líder palestino Iasser Arafat (1929 -2004) para a formação do acordo de Wye River (1998), que estabelece que 40% da Cisjordânia deveria ficar sob controle palestino. O acordo foi rejeitado pelos grupos de direita de Israel e diversas facções da coalizão de Netanyahu renunciaram aos cargos.

Em 1998, o Knesset dissolveu o governo e novas eleições foram marcadas para maio de 1999. A campanha de reeleição de Netanyahu foi prejudicada por uma direita fragmentada e pela inconsistência de suas políticas de paz com os palestinos --que afastaram os eleitores. Derrotado por Ehud Barak, líder do Trabalhista, Netanyahu retirou-se temporariamente da cena política.

Netanyahu foi sucedido na Presidência do Likud em 1999 pelo ex-premiê Ariel Sharon (2001-2006), mas permaneceu uma figura popular no partido. Em 2002, voltou à política como ministro das Relações Exteriores e ministro das Finanças (2003-2005) do governo Sharon.

Quando, em 2005, Sharon saiu do Likud para fundar o centrista Kadima, Netanyahu foi eleito novamente líder do partido, mas perdeu a eleição para premiê de 2006.

Com Enciclopédia Britannica e Almanaque Abril 2009

Comentários dos leitores
mauro guanandi (1) 13/06/2009 19h55
mauro guanandi (1) 13/06/2009 19h55
"È PROVADO" que só morreram 600 mil judeus?
"é Provado" que o holocausto é um embuste?
"ninguem fala" dos mortos ciganos?
é provado onde? ninguem fala onde?
sem opinião
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Douglas Marcowitch (31) 03/05/2009 16h37
Douglas Marcowitch (31) 03/05/2009 16h37
Ahmadinejad, um dos únicos líderes mundiais com integridade, lucidez, coerente, sincero. nada justifica as atrocidades, mas Ele defende e sabe-se, já até provado, que a forte mídia sinonista insiste em seu pseudo holocausto, é provado que foram na ordem de 600 mil judeus mortos na segunda grande guerra, tratando-se da Indústria do Holocausto, muito aquém dos 6 milhões divulgados. Ninguém fala nada dos católicos, poloneses, homosexuais, ciganos, enfim muito mais de 10 milhões. Por que não se presta homenagens à eles? Chega dos judeus se considerarem as únicas e eternas vítimas do holocausto!!!. 45 opiniões
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fauzi salmem (12) 02/05/2009 20h22
fauzi salmem (12) 02/05/2009 20h22
O João Carlos Gagliardi disse tudo. 18 opiniões
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