Mundo
12/02/2009 - 08h06

Islamabad admite que ataques a Mumbai foram planejados no país

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colaboração para a Folha Online

Os atentados cometidos em Mumbai no fim de novembro de 2008, onde 172 pessoas morreram, foram planejados parcialmente no Paquistão, reconheceu nesta quinta-feira o diretor do ministério do Interior paquistanês, Rehman Malik.

Arko Datta/Reuters
Alvos dos ataques foram hotéis de luxo e pontos de concentração de turistas
Alvos dos ataques foram hotéis de luxo e pontos de concentração de turistas

"O incidente aconteceu na Índia e parte da conspiração foi planejada no Paquistão", afirmou Malik em uma entrevista coletiva. Esta é a primeira vez que uma autoridade de primeiro escalão de Islamabad admite que qualquer parte do planejamento dos atentados aconteceu no país.

O governo paquistanês elaborou um primeiro relatório de informações e seis pessoas foram presas acusadas de participação nos ataques. A investigação teve como base informações fornecidas pela Índia. De acordo com o diretor do ministério do Interior, o caso foi investigado por uma unidade especial em Islamabad.

As investigações apontaram a existência de algumas transferências bancárias da Itália e da Espanha, que podem ter sido usadas para financiar os ataques. Um cartão telefônico da Austrália também foi utilizado de Houston, nos Estados Unidos.

Malik afirmou que as investigações não conseguiram confirmar as identidades de nove terroristas mortos nos atentados, apesar do governo ter admitido que o criminoso encontrado vivo é paquistanês.

Os ataques terroristas coordenados atingiram regiões nobres de Mumbai, onde ficam dois de seus mais luxuosos hotéis, o Taj Mahal e o Oberoi Trident, o aeroporto internacional e o Café Leopold, frequentado por gente de Bollywood (a gigante indústria cinematográfica indiana). Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, delegacias e um hospital.

A Índia acusou o grupo islâmico paquistanês Lashkar-e-Taiba de estar por trás do Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia) --que, oficialmente, reivindicou a autoria dos ataques-- com base em depoimentos do único terrorista sobrevivente preso.

Com Efe, France Presse e Reuters

 

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