Família de Jean Charles estuda pedir indenização à polícia britânica
da Efe, em Londres
A família de Jean Charles de Menezes, o brasileiro assassinado pela polícia britânica após ser confundido com um terrorista em Londres, cogita pedir uma indenização econômica às autoridades, informou nesta segunda-feira a agência britânica PA.
O veículo de comunicação informa que os parentes do eletricista --morto em 22 de julho de 2005 em uma estação de metrô-- cogitam pedir uma indenização, após não ter conseguido que nenhum dos responsáveis da tragédia fosse condenado.
| Andy Rain/Efe |
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| Homem passa por local de homenagem a Jean Charles, morto em Londres em 2005 |
A Promotoria do Reino Unido confirmou na sexta-feira que nenhum agente será processado pela morte do brasileiro, após revisar todas as evidências coletadas no último inquérito judicial sobre o caso.
Nessa investigação, encerrada em dezembro, o júri foi obrigado a restringir sua opinião por ordem do juiz --que descartou a opção legal de "homicídio injustificado"-- e, no fim, emitiu um veredicto "aberto".
Após tomar conhecimento da decisão, a família exigiu da Promotoria a revisão do caso.
Fontes da campanha Justiça para Jean disseram hoje à PA que, após sua longa e decepcionante batalha judicial, os advogados da família "estão preparando propostas" para um acordo econômico, e expressaram sua confiança em que "seja possível conseguir algo em breve".
Essas mesmas fontes descartaram que os parentes não planejam pedir à polícia valores "exorbitantes".
Crime
Jean Charles foi morto por policiais em 22 de julho de 2005, com sete tiros na cabeça, na estação de metrô de Stockwell, sul de Londres, ao ser confundido com o terrorista Hussain Osman. O crime aconteceu um dia depois de atentados ao sistema de transportes londrino terem fracassado e duas semanas depois de ataques que deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos na capital inglesa.
Policiais vestidos à paisana confundiram Jean Charles com Osman --embora nunca tivessem visto uma foto do terrorista--, o perseguiram nas ruas, entraram com ele em um ônibus e no metrô, onde o mataram dentro de um vagão, na frente de dezenas de passageiros.
Entre os 65 agentes da Scotland Yard que prestaram depoimento na investigação judicial, 49 falaram protegidos por cortinas negras --incluindo os dois agentes que atiraram contra Jean Charles dentro do metrô, identificados apenas como Charlie 2 e Charlie 12.
Com agências internacionais
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