Mãe adotiva mantém adolescente preso em banheiro por 15 meses nos EUA
da Associated Press, na Flórida
Um adolescente de 16 anos foi mantido preso desde novembro de 2007 no banheiro da casa na Flórida, em que vivia com sua mãe adotiva e o namorado dela, até conseguir fugir, na semana passada.
Segundo as autoridades o adolescente sofria abusos e foi mantido em cativeiro por anos. Mais recentemente, ele foi preso no banheiro da casa, trancado e com um pedaço de pano na janela. O adolescente foi encontrado com um braço quebrado e cicatrizes, além de feridas abertas que, segundo os investigadores, são sinais de anos de abusos.
O xerife do Condado de Hernando, Richard Nugent, afirmou que a situação na qual o adolescente vivia era "bárbara". "Isso é quase como o que John McCain passou no Vietnã quando foi prisioneiro de guerra", disse Nugent, ao se referir ao ex-candidato presidencial republicano, que passou cinco anos e meio como prisioneiro dos vietnamitas.
Tai-Ling Gigliotti, 50, e seu namorado, Anton Angelo, 45, foram presos e acusados de abuso de crianças e aprisionamento. Gigliotti foi libertada após pagar fiança de US$ 15 mil. Angelo, 45, foi libertado após pagar fiança de US$ 50 mil. Os dois se recusaram a comentar as acusações quando questionados por repórteres.
As autoridades ainda estão ouvindo o adolescente, mas eles dizem que Gigliotti é tia do jovem e o trouxe de Taiwan quando ele era apenas uma criança.
O adolescente, cujo nome foi mantido sob sigilo, afirmou aos investigadores que seu pai adotivo era Anthony Gigliotti, o principal clarinetista da Orquestra da Filadélfia. O pai adotivo morreu aos 79 anos, em 2001, aparentemente antes do abuso começar.
Segundo as primeiras informações, o adolescente vivia uma rotina comum. Gigliotti conheceu o marido em uma aula de clarinete e se casaram nos anos 90. Antonio tratava o adolescente como seu filho, disse Lynne Gigliotti, filha de Antonio de um casamento anterior.
Abuso
O abuso teria começado há pelo menos três anos, quando o garoto foi forçado a dormir no corredor como castigo. Em novembro de 2007, o confinamento diário no banheiro começou.
Nugent disse que o garoto descreve os abusos como problema causado por seu mau comportamento, como deixar o quarto bagunçado. A mãe adotiva e o namorado, segundo o menino, afirmavam que ele ia ser deportado caso tentasse fugir.
Ao longo dos três anos, afirmou Nugent, o menino conseguia fugir algumas vezes, quando os adultos não estavam em casa. "Ele ia pegar comida e ouvir música clássica em um dos carros."
Na semana passada, quando o abuso atingiu um novo nível, o adolescente fugiu.
Segundo o boletim do xerife, Gigliotti e Angelo descobriram que o garoto saía de vez em quando por uma saída em uma das janelas, aberta com um pedaço de seu clarinete. O adolescente apanhou com um pedaço de madeira e foi obrigado a se despir. Em certo momento, sem aguentar a dor, ele segurou o pedaço de madeira. Sua mãe adotiva então chegou e começou a bater no adolescente com a ponta de metal de uma mangueira.
"A dor devia ser horrível. Eu acho que neste ponto ele simplesmente temeu por sua vida", disse Nugent.
Quando o casal deixou a casa no dia seguinte, o garoto, que pesa 50 quilos, conseguiu quebrar o batente da porta e abri-la. Ele colocou roupas de Angelo e fugiu pela vizinhança para pedir ajuda. As autoridades o levaram ao hospital. O Estado deixou o menino com uma família adotiva.
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