Mundo
19/02/2009 - 07h49

Na Indonésia, Hillary tenta reforçar elo dos EUA com muçulmanos

Publicidade

da Folha Online

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reuniu nesta quinta-feira com o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, para reforçar a relação entre ambos os países, dentro da nova política de Washington de aproximação com o mundo muçulmano.

Hillary Clinton, chegou à Indonésia na quarta-feira, elogiando a transição democrática do país e ressaltando o desejo de Washington de ter relações mais fortes com a Indonésia, a fim de levar mudanças para Mianmar.

A visita de Hillary ao país muçulmano mais populoso do planeta representa os esforços de presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para construir melhores relações com o mundo islâmico, onde muitas das políticas de seu antecessor, George W. Bush, foram amplamente impopulares.

Segundo o porta-voz presidencial, Dino Patti Djalal, no segundo dia de sua visita oficial a Jacarta, Hillary discutiu com o chefe de Estado indonésio o conflito palestino, um assunto muito sensível para o país de maioria muçulmana mais povoado do mundo.

Hillary e o líder indonésio não fizeram declarações após o encontro, que durou 45 minutos e ocorreu no palácio presidencial de Jacarta.

De acordo com o porta-voz presidencial, a secretária de Estado e o presidente falaram da necessidade de ajudar Gaza após a ofensiva israelense na região, encerrada no dia 18 de janeiro deste ano e que deixou mais de 1.300 palestinos mortos e cerca de 5.000 feridos.

Os dois confirmaram ainda a participação da Indonésia e dos Estados Unidos na conferência de doadores para a reconstrução de Gaza, que acontece no Egito em março. Pelo menos 4.000 casas foram demolidas e 17 mil, danificadas na operação militar israelense. Os ataques também destruíram 20 mesquitas, 1.500 propriedades comerciais, além dos 16 prédios da Autoridade Nacional Palestina onde funcionava o governo do Hamas. A ONU (Organização das Nações Unidas) diz que 53 de suas instalações em Gaza precisam ser total ou parcialmente reconstruídas.

O encontro abordou outra série de assuntos de "interesses bilateral, regional e global", como explicou o porta-voz, entre os quais destacou a mudança climática, a conservação do meio ambiente, o comércio, a crise econômica e a integração regional da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Democracia

Depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Hillary disse que os dois países pretendem avançar em áreas como a luta contra o aquecimento global, a segurança e ações antiterrorismo.

"É exatamente o tipo de parceria abrangente que acreditamos que vá beneficiar tanto a democracia quanto o desenvolvimento", disse a secretária de Estado em uma coletiva conjunta, acrescentando que "não é por acaso" que a Indonésia ter sido escolhida como uma das paradas de sua turnê asiática.

Hillary falou sobre a revisão da política norte-americana e em relação a Mianmar. Os EUA querem buscar maneiras de derrubar a junta militar do país.

Manifestações

Algumas manifestações de islâmicos radicais e estudantes que se opõem à visita de Hillary foram agendadas, mas esta parte da viagem de Hillary à Ásia deve correr bem, dadas as boas relações entre os dois governos e o orgulho do povo da Indonésia, onde Barack Obama morou por quatro anos, quando era criança.

'O povo da Indonésia tem uma grande simpatia por este novo governo e ele (Obama) gostaria de retribuir esta afeição', disse um representante de Hillary, durante o voo saindo do Japão.

Hillary quer apresentar a Indonésia como exemplo de país que fez uma transição para a democracia, depois de décadas de comando autoritário, disseram seus representantes.

A secretária de Estado deve partir ainda nesta quinta-feira para Seul, Coreia do Sul, onde dará seguimento à sua primeira viagem internacional à frente da diplomacia americana, com escalas em Japão, Indonésia, Coreia do Sul e China.

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 19h52
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 19h52
George Bush pai fooooi amigo do pai de Bin Ladem. George Bush filho foi amigo e sócio do Salem Bin Ladem , irmão de Osama. O Bush filho teve tres sócios, dois quebraram e Salem morreu de acidente de avião, conveniente, quem ficou com os despojos?
Osama foi treinado pela CIA, à época do domínio soviético no Afeganistão. 32 mil rebeldes, aquela época, venceram e expulsaram os soviéticos. Hoje, como são contra os americanos, são chamados de terroristas. Engraçado não é.? Todos sabem que o Afeganistão é estratégico para os EUA que se dirigem países com desinência -ão: Turquistão, azerbaijão, Casaquistão...
sem opinião
avalie fechar
marco quiodine (5) 30/11/2009 15h43
marco quiodine (5) 30/11/2009 15h43
qual pais sera que vai sr invadido primeiro pelos EUA ?
VENEZUELA,IRA OU BRASIL,POIS OS ESTADOS UNIDOS ja esta montando a 4 frota na america do sul,sem falar nas bases que os EUA estao montado na colombia. E como sempre os EUA so estao combatendo o terrorismo,ate parece eles querem mesmo é petroleo.
SEM FALAR QUE NOS EUA AS CRIANÇAS DESDE PEQUENAS SAO INSINADAS QUE A AMAZONIA É DELES.
sem opinião
avalie fechar
Valentin Makovski (317) 30/11/2009 14h12
Valentin Makovski (317) 30/11/2009 14h12
Tão quanto é real que os EUA não sabem o que fazer com o Iraque & Afeganistão, que mais uma vez, estão entre a cruz e a espada, vão enviar mais 30 mil agora e quem sabe uns 50 mmil em uns meses. Obama, esta mais perdido que cachorro em tiroteio, além de ter que aturar seu maior inimigo público o Presidente do Irã, tem que arcar com as péssimas consequencias de 2 guerras, mal planejadas e fracassadas como Iraque & Afeganistão. E não bastasse, recebeu o premio Nobel, rsrsrs. Parace aquela frase do Filme o Gladiador. "O General, que virou escravo, o escravo que virou gladiador o gladiador que desafiou o Imperador" É um belo roteiro de filme ao melhor estilo Xanque.
E tudo isso custou até agora mais de 15 mil soldados dos EUA mortos, mais de U$ 1 trilhão de doláres jogados no lixo. E nós paíse Sub, estamos mas uma vez pagando a conta.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1622)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca