Mundo
19/02/2009 - 08h04

Obama muda aos poucos política para América Latina

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da Folha Online

Barack Obama prometeu, ainda na campanha pela Presidência americana, tornar a América Latina uma prioridade de seu governo. Embora as políticas para a região não tenham sido destacadas nas primeiras semanas de seu governo, o presidente vem dando sinais que apontam para a implantação de uma agenda mais progressista para a América Latina.

O mais recente, informa Sérgio Dávila, em reportagem publicada pela Folha, veio da reação amena do Departamento de Estado à vitória do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no referendo de domingo passado (15) que lhe permite se reeleger de maneira ilimitada (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

"Mas não foi o único. No último dia 4, foi apresentada ao Congresso emenda que restabelece o direito de norte-americanos viajarem para Cuba e vice-versa. A medida, batizada Ato Pela Liberdade de Viajar a Cuba, é assinada por três deputados democratas e dois republicanos e está sendo analisada agora pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara", afirma.

Obama declarou que um ato como esse poderia ser o primeiro sinal efetivo da distensão que ele pretende promover nas relações EUA-Cuba.

"Obama deve fazer mais gestos e adotar um tom mais civilizado em relação às questões da América Latina", disse à Folha Mark Weisbrot, diretor do progressista Center for Economic and Policy Research, de Washington. "Mas parte disso é reciprocidade, porque a região também deverá tratá-lo com tom mais ameno do que o reservado a [George W.] Bush."

Outras tentativas já foram feitas em anos anteriores, mas ficavam sob a constante ameaça de um veto por parte do republicano Bush.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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