Obama muda aos poucos política para América Latina
da Folha Online
Barack Obama prometeu, ainda na campanha pela Presidência americana, tornar a América Latina uma prioridade de seu governo. Embora as políticas para a região não tenham sido destacadas nas primeiras semanas de seu governo, o presidente vem dando sinais que apontam para a implantação de uma agenda mais progressista para a América Latina.
O mais recente, informa Sérgio Dávila, em reportagem publicada pela Folha, veio da reação amena do Departamento de Estado à vitória do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no referendo de domingo passado (15) que lhe permite se reeleger de maneira ilimitada (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
"Mas não foi o único. No último dia 4, foi apresentada ao Congresso emenda que restabelece o direito de norte-americanos viajarem para Cuba e vice-versa. A medida, batizada Ato Pela Liberdade de Viajar a Cuba, é assinada por três deputados democratas e dois republicanos e está sendo analisada agora pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara", afirma.
Obama declarou que um ato como esse poderia ser o primeiro sinal efetivo da distensão que ele pretende promover nas relações EUA-Cuba.
"Obama deve fazer mais gestos e adotar um tom mais civilizado em relação às questões da América Latina", disse à Folha Mark Weisbrot, diretor do progressista Center for Economic and Policy Research, de Washington. "Mas parte disso é reciprocidade, porque a região também deverá tratá-lo com tom mais ameno do que o reservado a [George W.] Bush."
Outras tentativas já foram feitas em anos anteriores, mas ficavam sob a constante ameaça de um veto por parte do republicano Bush.
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