Mundo
19/02/2009 - 18h42

Otan aplaude reforço no Afeganistão, mas só Alemanha e Itália colaboram

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da Efe, em Cracóvia

Os ministros da Defesa da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) aplaudiram a decisão dos Estados Unidos de enviar outros 17 mil soldados para o Afeganistão. Entretanto, apenas os da Alemanha e da Itália aceitaram fazer o mesmo, no encontro informal realizado nesta quinta-feira, na cidade polonesa de Cracóvia.

A Alemanha disse que vai enviar mais 800 soldados (200 deles apenas para as eleições) ao país árabe; enquanto a Itália mandará 500 permanentes e entre 200 e 250 só para o pleito. Os outros países do bloco disseram que estão dispostos a fazer alguma contribuição durante as eleições presidenciais afegãs de 20 de agosto próximo, porém não necessariamente com o envio de mais soldados.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, que participou de um conselho da Otan pela primeira vez como integrante do governo de Barack Obama --ele também foi secretário de George W. Bush (2001-2009), advertiu que "todos devem fazer mais" pelo Afeganistão e pediu aos aliados maior compromisso com a recuperação daquele país.

"Este não deve ser visto como um esforço extra somente dos EUA, e os demais aliados precisam agir em harmonia com nossa postura", disse Gates.

A ideia apontada pelo americano de usar a Força de Resposta Rápida da Otan --composta por tropas terrestres, aéreas e marítimas e capaz de se desdobrar em cinco dias-- para o apoio às eleições foi descartada pelos outros membros do bloco.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, também insistiu em que as nações da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) forneçam "mais forças, instrutores e apoio para uma abordagem global do conflito". Scheffer disse que a Otan "não pode aceitar pagar o preço de uma derrota no Afeganistão".

Por isso, a aliança está em processo de revisar sua estratégia político-militar, em colaboração com os americanos, para dar um enfoque mais regional --de colaboração com o Paquistão) e acelerar a transferência de poder aos afegãos. "Precisamos de uma aproximação regional, porque o Afeganistão não é uma ilha. Precisamos de um maior esforço civil, combinado com nossas operações militares, se não quisermos desperdiçar tempo e recursos muito valiosos."

A ministra da Defesa espanhola, Carme Chacón, se mostrou "muito satisfeita" com este rumo da estratégia da Otan e afirmou que, "pela primeira vez, se abriu um horizonte de esperança para revisar a resposta aliada no Afeganistão". "Estamos há muito tempo pedindo uma mudança de rumo, e agora, com o novo Governo de Obama, estamos nesse caminho."

Além da reunião dos aliados, houve um encontro das 41 nações que colaboram com a Isaf, composta atualmente por 55.100 soldados.

 

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