Egito abre passagem para faixa de Gaza para doentes e estudantes
da France Presse, em Gaza
O posto de passagem de Rafah, entre a faixa de Gaza e o Egito, fechado quase de forma permanente desde junho de 2006, foi reaberto neste domingo por três dias para que doentes e estudantes possam passar, indicou uma autoridade palestina na fronteira.
O posto de passagem foi reaberto às 9h locais (4h em Brasília) para permitir que um ônibus com estudantes passasse, afirmou à agência de notícias France Presse Adel Zurob.
A mesma fonte indicou que os palestinos que têm um visto de um país estrangeiro também estão autorizados a sair da faixa de Gaza, cenário entre 27 de dezembro e 18 de janeiro de uma ofensiva militar israelense que causou a morte de mais de 1.300 palestinos.
A passagem de Rafah sofreu interdições desde que em junho de 2006 o soldado israelense Gilad Shalit foi capturado durante um ataque de grupos palestinos, entre eles o movimento islâmico Hamas, na fronteira da faixa de Gaza. O posto foi fechado em junho de 2007, em coordenação com Israel, que na mesma época impôs um bloqueio econômico à região.
Na quarta-feira (18) a Força Aérea israelense bombardeou um alvo do movimento islâmico radical Hamas na cidade de Khan Yunis e sete túneis que seriam usados para o contrabando no sul da faixa de Gaza, perto da fronteira com o Egito.
Horas depois, militantes palestinos lançaram um foguete Qassam no oeste de Negev. O foguete atingiu uma área aberta de Sha'ar Hanegev e não deixou feridos ou danos.
De acordo com uma fonte militar, 45 foguetes e projéteis palestinos foram lançados desde o início do cessar-fogo separado declarado por Israel e Hamas em 18 de janeiro.
Na localidade de Rafah, mais ao sul do território palestino, os israelenses atacaram vários túneis que ligam Gaza ao território egípcio e que são usados para o contrabando de produtos, armamento e munição. Moradores de Rafah disseram ter escutado duas fortes explosões na zona, que provocaram danos, embora ainda se tenha informado sobre vítimas.
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