Mundo
12/03/2009 - 07h56

Autor de ataques terroristas no Afeganistão é ex-preso de Guantánamo, diz jornal

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da Efe, em Londres

O comandante do Taleban --grupo radical islâmico sediado no Afeganistão-- responsável por ataques cada vez mais sofisticados contra as tropas britânicas no país asiático é um ex-preso de Guantánamo, informa reportagem do jornal britânico "The Times".

Abdullah Ghulam Rasoul passou seis anos na controversa prisão americana para suspeitos de terrorismo, na base militar de Guantánamo, em, Cuba, antes de ser entregue às autoridades afegãs, em dezembro de 2007. Na época, os responsáveis por sua custódia decidissem que o detento não era mais uma ameaça.

Segundo fontes britânicas, Rasoul foi posto em liberdade em Cabul no ano passado e agora, com o nome de mulá Abdullah Zakir, se tornou o novo chefe das operações dos talebans na Província de Helmand, onde dirige a estratégia contra as tropas britânicas.

A revelação de que um ex-detido de Guantánamo é agora um alto responsável dos talebans pode complicar, segundo o "Times", os esforços do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de persuadir outros países a aceitar presos de Guantánamo. A União Europeia, que se reuniu recentemente para debater o tema, afirmou que aceitará os presos somente se os EUA concederem garantias de que eles não representam ameaça.

Obama anunciou poucos dias depois de assumir a Casa Branca que fecharia Guantánamo, um dos símbolos negativos do governo de George W. Bush --duramente criticado por entidades de direitos humanos por permitir a prática de tortura e por prender, por anos, pessoas sem qualquer acusação formal.

Rasoul foi capturado junto a outros talebans em Kunduz, no norte do Afeganistão, em dezembro de 2001 --no calor da reação aos ataques de 11 de Setembro. Na ocasião, ele carregava material capaz de produzir bombas de fabricação caseira.

Fontes britânicas afirmam agora que Rasoul, libertado pelas autoridades afegãs há quase um ano, foi quem projetou a campanha de bombas colocadas nas estradas na Província de Helmand, patrulhada pelos britânicos.

Desde então, 48 soldados britânicos morreram devido a explosões desse tipo de bombas e 18 baleados.

Comentários dos leitores
Chris Maria (255) 08/12/2009 11h07
Chris Maria (255) 08/12/2009 11h07
Quanto mais o tempo passa, torna-se mais patente que a desastrosa interferência norte-americana no Iraque, Paquistão, e Afeganistão além de desumana é uma guerra perdida. No governo Obama as coisas se agravaram ainda mais do que em tempos de governo Bush. As explosões são tantas, que fica difícil saber de quem é a autoria. Por quanto tempo ainda teremos que assistir isso? sem opinião
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Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
A chantagem racial continua clarassima. Você não pode ser um repúblicano que discorde de um presidente democrata que é Barack Obama que você é um racista... Esses pesquisadores e cientistas estão cada vez mais canalhas e mentirosos... sem opinião
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J. R. (1187) 06/12/2009 10h32
J. R. (1187) 06/12/2009 10h32
O cinismo democrata americano volta à tona com Obama cancelando a participação no meio da - Conferência de Copenhagem - , reservando os instantes finais para uma hipotética participação. Daí se vê que os USA tentam MELAR mais um acordo mundial visando a conservação do meio ambiente global, global sem visar unicamente e apenas dinheiro. Talvez tenham informações privilegiadas que o degelo do Ártico é apenas uma grande mentira, ou que pouco importa que Manhantan desapareça sob o mar. 4 opiniões
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