Lançamento de satélite norte-coreano seria ameaça à paz, diz ONU
colaboração para a Folha Online
O lançamento de um satélite de comunicação pela Coreia do Norte, previsto para acontecer entre 4 e 8 de abril próximos, representaria uma ameaça à paz na região, informou nesta quinta-feira o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o sul-coreano Ban Ki-moon.
Ban pediu que a Coreia do Norte respeite a resolução 1.718 adotada pelo Conselho de Segurança (CS) após o teste nuclear que o regime norte-coreano realizou em 2006, que pede que Pyongyang abandone os testes de armas nucleares e de mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento desse tipo de armamento.
| Orlando Barría /Efe |
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| Ban Ki-moon informa que o lançamento de um satélite de comunicação pela Coreia do Norte seria uma ameaça à paz |
O secretário-geral afirmou estar preocupado com as recentes ações da Coreia do Norte relacionadas com o lançamento de um satélite, que analistas ocidentais dizem que pode ser, na verdade, o teste de um um míssil de longo alcance. "Algo assim colocaria em risco a paz e a estabilidade da região", afirmou Ban, que antes de se transformar no principal representante das Nações Unidas foi ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul.
Ban evitou afirmar que o lançamento do satélite seria uma violação da resolução do CS, como sustenta Seul, e assinalou que esse é um assunto que o conselho terá de discutir caso Pyongyang não desista de seu plano.
Segundo a agência oficial norte-coreana KCNA, a Coreia do Norte informou aos organismos competentes sobre seu plano de lançamento, apesar das fortes pressões globais contra, para garantir a segurança do transporte marítimo e aéreo internacional.
A Coreia do Sul e os Estados Unidos temem que o lançamento seja um teste de um míssil de longo alcance com possível uso militar, enquanto o ministério da Defesa japonês reafirmou sua disposição de interceptar o projétil se considerar que seu território está ameaçado.
| Charles Dharapak/AP |
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| O presidente dos EUA, Barack Obama, advertiu nesta quinta-feira para os "riscos" do programa de mísseis da Coreia do Norte |
A China, o principal aliado da Coreia do Norte na região e na negociação multilateral para o desarmamento do regime norte-coreano --que envolve os chamados "seis lados": as duas Coreias, Rússia, Japão, China e EUA--, pediu compromissos de todas as partes, mas não os detalhou.
Segundo a Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, advertiu nesta quinta-feira para os "riscos" do programa de mísseis da Coreia do Norte e em encontro com o chanceler chinês, Yang Jiechi, propôs uma ação conjunta à China para desmantelá-lo.
Com France Presse e Efe
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Abdul Khaleq Abdullah, um professor de ciência política da Universidade dos Emirados Árabes Unidos disse: "Eu acho que os Estados do Golfo fazem bem em desenvolver agora estratégias com base na suposição de que o Irã está prestes a se tornar uma potência nuclear. É um jogo totalmente novo. O Irã agora está forçando todos na região a entrarem em uma corrida armamentista."
Esta percepção, por sua vez, gera novas ansiedades e abala velhas suposições.
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