Mundo
12/03/2009 - 21h31

Lançamento de satélite norte-coreano seria ameaça à paz, diz ONU

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colaboração para a Folha Online

O lançamento de um satélite de comunicação pela Coreia do Norte, previsto para acontecer entre 4 e 8 de abril próximos, representaria uma ameaça à paz na região, informou nesta quinta-feira o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o sul-coreano Ban Ki-moon.

Ban pediu que a Coreia do Norte respeite a resolução 1.718 adotada pelo Conselho de Segurança (CS) após o teste nuclear que o regime norte-coreano realizou em 2006, que pede que Pyongyang abandone os testes de armas nucleares e de mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento desse tipo de armamento.

Orlando Barría /Efe
Ban Ki-moon informa que o lançamento de um satélite de comunicação pela Coreia do Norte seria uma ameaça à paz
Ban Ki-moon informa que o lançamento de um satélite de comunicação pela Coreia do Norte seria uma ameaça à paz

O secretário-geral afirmou estar preocupado com as recentes ações da Coreia do Norte relacionadas com o lançamento de um satélite, que analistas ocidentais dizem que pode ser, na verdade, o teste de um um míssil de longo alcance. "Algo assim colocaria em risco a paz e a estabilidade da região", afirmou Ban, que antes de se transformar no principal representante das Nações Unidas foi ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul.

Ban evitou afirmar que o lançamento do satélite seria uma violação da resolução do CS, como sustenta Seul, e assinalou que esse é um assunto que o conselho terá de discutir caso Pyongyang não desista de seu plano.

Segundo a agência oficial norte-coreana KCNA, a Coreia do Norte informou aos organismos competentes sobre seu plano de lançamento, apesar das fortes pressões globais contra, para garantir a segurança do transporte marítimo e aéreo internacional.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos temem que o lançamento seja um teste de um míssil de longo alcance com possível uso militar, enquanto o ministério da Defesa japonês reafirmou sua disposição de interceptar o projétil se considerar que seu território está ameaçado.

Charles Dharapak/AP
O presidente dos EUA, Barack Obama, advertiu nesta quinta-feira para os "riscos" do programa de mísseis da Coreia do Norte
O presidente dos EUA, Barack Obama, advertiu nesta quinta-feira para os "riscos" do programa de mísseis da Coreia do Norte

A China, o principal aliado da Coreia do Norte na região e na negociação multilateral para o desarmamento do regime norte-coreano --que envolve os chamados "seis lados": as duas Coreias, Rússia, Japão, China e EUA--, pediu compromissos de todas as partes, mas não os detalhou.

Segundo a Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, advertiu nesta quinta-feira para os "riscos" do programa de mísseis da Coreia do Norte e em encontro com o chanceler chinês, Yang Jiechi, propôs uma ação conjunta à China para desmantelá-lo.

Com France Presse e Efe

Comentários dos leitores
Jaime Dos Santos (4) 16/12/2009 11h13
Jaime Dos Santos (4) 16/12/2009 11h13
Os EUA se esquecem que o Irã celebrou contratos comerciais com a Venezuela e a China, bem como com o Brasil que detêm tecnologia para o refino do petróleo bruto. Já os EUA dependem do petróleo da Venezuela para sobreviver. As Sanções serão ineficazes. sem opinião
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Maurício Carvalho (46) 08/12/2009 23h58
Maurício Carvalho (46) 08/12/2009 23h58
Excelente o comentário de Juarez Ribeiro Batista. Gostaria de complementá-lo.
Abdul Khaleq Abdullah, um professor de ciência política da Universidade dos Emirados Árabes Unidos disse: "Eu acho que os Estados do Golfo fazem bem em desenvolver agora estratégias com base na suposição de que o Irã está prestes a se tornar uma potência nuclear. É um jogo totalmente novo. O Irã agora está forçando todos na região a entrarem em uma corrida armamentista."
Esta percepção, por sua vez, gera novas ansiedades e abala velhas suposições.
Escrevendo para o jornal pan-árabe "Al Quds Al Arabi", o editor, Abdel-Beri Atwan, disse que com os recentes desdobramentos "os regimes árabes, e os do Golfo em particular, se verão como parte de uma nova aliança contra o Irã ao lado de Israel".
O chefe de um proeminente centro de pesquisa em Dubai disse que poderia até mesmo ser melhor se o Ocidente -ou Israel- realizasse um ataque militar contra o Irã, em vez de permitir que ele se transforme em uma potência nuclear. Esse tipo de conversa por parte dos árabes quase não era ouvida antes da revelação da segunda instalação de enriquecimento, e apesar de ainda ser rara, reflete o crescente alarme.
"A região pode conviver melhor com uma retaliação limitada por parte do Irã do que viver com uma dissuasão nuclear permanente. Eu defendo a realização do trabalho agora em vez de viver o restante da minha vida com uma hegemonia nuclear na região que o Irã gostaria de impor."
4 opiniões
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Rogerio Cardamone (4) 07/12/2009 16h37
Rogerio Cardamone (4) 07/12/2009 16h37
Juarez. Menos. Ao que me consta, no último conflito como o Hezbollah a base avançada dos americanos (que alguns teimam de chamar de país) não se deu nada bem, e, por outro bordo, cumpre observar que nenhum conflito envolveu o Irã, ademais porque, até 1979 era aliado dos EUA. 3 opiniões
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