Lula receberá Cristina Kirchner em São Paulo na próxima semana
colaboração para a Folha Online
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, vai viajar para São Paulo na próxima quinta-feira (19), à frente de uma delegação de 300 empresários, onde se reunirá com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
A visita foi anunciada nesta sexta-feira pelo chanceler argentino, Jorge Taiana, para quem o encontro dos líderes "servirá para preparar a participação" na cúpula do G20 (grupo que reúne as nações mais ricas e os principais emergentes), no dia 2 de abril, em Londres.
| 23.fev.09/ Efe |
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| O chanceler da Argentina, Jorge Taiana, diz que o encontro dos líderes "servirá para preparar a participação" na Cúpula do G20 |
A delegação vai participar do encerramento da Semana Argentina em São Paulo e vai ficar na cidade até a sexta-feira (20). "Vamos ao nosso maior parceiro e à maior cidade da América do Sul em habitantes e em produto [interno] bruto", comentou Taiana, que destacou que a presidente visitará São Paulo com "um número bem significativo de empresários" a fim de mostrar "a potencialidade e a riqueza argentina".
Taiana informou que a crise mundial, que foi motivo de disputas comerciais entre argentinos e brasileiros, tem uma "enorme envergadura". O chanceles defendeu a necessidade de "encontrar as formas" de os países da região se ajudar "mutuamente".
Brasil e Argentina concordaram em buscar soluções "setor por setor" para corrigir os desequilíbrios em suas trocas comerciais, que despencaram nos últimos dois meses pelo impacto da crise global.
Eleições
Kirchner anunciou nesta sexta-feira a intenção de antecipar em três meses, para o dia 28 de junho, as eleições legislativas marcadas para outubro, devido à crise e a "um mundo que está desabando".
"Seria um suicídio impor à sociedade um debate permanente até outubro, em um 'momento em que o mundo está desabando e pode nos levar junto em sua queda'", declarou Cristina Kirchner em um discurso em Rawson, na Patagônia (sul).
O anúncio surpreendeu políticos de diferentes tendências e dividiu opiniões. "A decisão mostra fraqueza do governo", disse o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, que é da oposição. Na última quinta-feira, Macri também havia anunciado a antecipação do pleito legislativo municipal --que também seria em outubro-- para o próximo mês de junho.
Para o senador opositor Gerardo Morales, da União Cívica Radical (UCR), a iniciativa do governo "rompe as regras constitucionais e políticas".
Com France Presse e Efe
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