Após 11 dias, Coreia do Norte diz que retomará comunicação com Seul
da Efe, em Seul
A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira a Coreia do Sul que restabelecerá o canal de comunicação bilateral, suspenso no último dia 9 de março como protesto contra as manobras militares conjuntas que Seul e Washington realizaram, informou a agência de notícias local Yonhap.
O regime comunista disse à Coreia do Sul que a rede militar de comunicação, a única que permanecia aberta entre as duas Coreias, será restabelecida a partir das 8h deste sábado (21) (20h desta sexta-feira no horário de Brasília).
A suspensão das comunicações restringiu ao longo das últimas duas semanas o acesso através da fronteira terrestre dos sul-coreanos que trabalham no complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, onde empresas sul-coreanas empregam mão-de-obra mais barata do país vizinho.
Desde o fechamento inicial, estabelecido em 9 de março na fronteira, que veio unido da suspensão das comunicações, a Coreia do Norte permitiu apenas de forma temporária a passagem na divisas e a um número limitado de trabalhadores.
Apesar do anúncio, as duas Coreias vivem em um momento de tensão agravada. Pyongyang afirmou que que planeja lançar um satélite de comunicações entre os próximos dias 4 e 8 de abril, afirmando que tem o direito fazê-lo dentro de seu programa espacial e afirmou que vai considerar um "ato de guerra" qualquer tentativa de interceptar o foguete.
Os EUA, a Coreia do Sul e o Japão já disseram que não veem qualquer diferença entre o lançamento de um satélite e o teste de um míssil, posição que foi reforçada na audiência do Senado americano pelo brigadeiro Kevin Chilton, chefe do Comando Estratégico dos EUA.
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Abdul Khaleq Abdullah, um professor de ciência política da Universidade dos Emirados Árabes Unidos disse: "Eu acho que os Estados do Golfo fazem bem em desenvolver agora estratégias com base na suposição de que o Irã está prestes a se tornar uma potência nuclear. É um jogo totalmente novo. O Irã agora está forçando todos na região a entrarem em uma corrida armamentista."
Esta percepção, por sua vez, gera novas ansiedades e abala velhas suposições.
Escrevendo para o jornal pan-árabe "Al Quds Al Arabi", o editor, Abdel-Beri Atwan, disse que com os recentes desdobramentos "os regimes árabes, e os do Golfo em particular, se verão como parte de uma nova aliança contra o Irã ao lado de Israel".
O chefe de um proeminente centro de pesquisa em Dubai disse que poderia até mesmo ser melhor se o Ocidente -ou Israel- realizasse um ataque militar contra o Irã, em vez de permitir que ele se transforme em uma potência nuclear. Esse tipo de conversa por parte dos árabes quase não era ouvida antes da revelação da segunda instalação de enriquecimento, e apesar de ainda ser rara, reflete o crescente alarme.
"A região pode conviver melhor com uma retaliação limitada por parte do Irã do que viver com uma dissuasão nuclear permanente. Eu defendo a realização do trabalho agora em vez de viver o restante da minha vida com uma hegemonia nuclear na região que o Irã gostaria de impor."
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