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Likud fecha coalizão com ultraortodoxos; Netanyahu negocia com trabalhistas
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colaboração para a Folha Online
O futuro primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, continua nesta segunda-feira com as negociações para a formação de seu governo tentando atrair o Partido Trabalhista, dividido entre seu chefe Ehud Barak e a maioria de seus parlamentares, contrários a união.
| 20.mar.09/Reuters |
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| Presidente de Israel, Shimon Peres (esq.), cumprimenta Binyamin Netanyahu e estende prazo para formação de equipe de governo |
Os trabalhistas conseguiram eleger 13 deputados na última eleição, sendo o pior resultado da história. Em conversas anteriores, Barak afirmou que cogitava a possibilidade de forma oposição junto com Tzipi Livni (líder do Kadima), tendo descartado a opção posteriormente.
O Likud, partido de direita de Netanyahu, fechou durante a madrugada um acordo de coalizão com o partido ultraortodoxo Shas. O Shas recebeu a promessa de quatro ministérios, incluindo Interior, Habitação e Culto.
O partido religioso tem 11 deputados dos 120 do Parlamento. Foi o segundo acordo fechado pelo Likud, depois do concluído com o partido de extrema direita Yisrael Beitenu.
Segundo os termos do acordo, o Yisrael Beitenu (que possui 15 cadeiras) comandará o ministério das Relações Exteriores, a cargo do líder do partido Avigdor Lieberman, e as pastas de Segurança Interna, Infraestruturas, Turismo e Integração.
Netanyahu já dispõe de maioria absoluta no Parlamento graças ao apoio dos partidos religiosos e de extrema direita, mas prefere formar um governo ampliado que inclua pelo menos os trabalhistas. O líder do Likud tem até 3 abril para obter o aval do Parlamento. O partido conseguiu no último dia 20 ampliar o prazo de formação do governo.
"Israel deve enfrentar numerosos desafios, tanto sociais quanto econômicos, diplomáticos e de segurança. Portanto, é conveniente somar forças e formar um Governo amplo', disse Eli Yishai, líder do Shas, após assinar o acordo com Netanyahu.
O líder do Likud negocia ainda apoio com partidos nanicos, entre eles o Judaísmo Unido da Torá (cinco cadeiras) e o Lar Judeu.
Com Efe e France Presse
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