Mundo
23/03/2009 - 12h48

Terrorista preso em Mumbai confirma que é paquistanês por videoconferência

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colaboração para a Folha Online

O único terrorista capturado vivo durante o atentado que matou 172 pessoas em Mumbai, em novembro do ano passado, compareceu nesta segunda-feira pela primeira vez a um tribunal especial, ao qual confirmou que é paquistanês.

12.fev.09/Arko Datta/Reuters
Alvos dos ataques foram hotéis de luxo e pontos de concentração de turistas
Alvos dos ataques foram hotéis de luxo e pontos de concentração de turistas

Mohammed Ajmal Kasab --capturado após os ataques e mantido desde então em uma prisão especial-- prestou depoimento por meio de uma videoconferência e confirmou que é de Faridkot, da Província paquistanesa de Punjab. A Corte considerou que a aparição pública do terrorista seria arriscada.

No depoimento desta segunda-feira, o magistrado perguntou ao terrorista se queria assistência legal e Kasab pediu um advogado. O acusado responderá por homicídio, tentativa de homicídio, crime de guerra contra a Índia e outras acusações.

O juiz Ujjwal Nikam pediu uma pausa no processo porque a prisão onde Kasab está detido não possui infraestrutura. O paquistanês está preso desde o ano passado na cadeia especial de Mumbai, Arthur Road, à espera do julgamento.

Outros nove membros do comando terrorista morreram em seus confrontos com policiais e militares. Kasab recebeu uma cópia da folha de acusações contra ele, com mais de 11 mil páginas, nas quais há 47 acusados.

Além de Kasab, estão relacionados os nove terroristas mortos, dois cidadãos indianos que compareceram nesta segunda-feira ao juiz e 35 foragidos, que as autoridades indianas suspeitam que se encontrem no Paquistão e que pertençam ao grupo islâmico Lashkar-e-Taiba.

Os ataques terroristas mataram 172 pessoas e atingiram regiões nobres de Mumbai, onde ficam dois de seus mais luxuosos hotéis, o Taj Mahal e o Oberoi Trident, o aeroporto internacional e o Café Leopold, frequentado por gente de Bollywood (a gigante indústria cinematográfica indiana). Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, delegacias e um hospital.

Com Associated Presse e Efe

 

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