Mundo
24/03/2009 - 12h51

Barak aceita coalizão com direita e diz que trabalhistas "não terão voz na oposição"

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da Folha Online

Em um esforço para convencer os parlamentares do esquerdista Partido Trabalhista, o seu líder e ministro de Defesa de israel, Ehud Barak, afirmou nesta terça-feira que uma oposição de 13 parlamentares não pode ter espaço real na oposição ao governo. A resistência dos parlamentares de esquerda é sobre a coalizão que Barak acordou com o primeiro-ministro designado de Israel, Binyamin Netanyahu, líder do conservador Likud, para formar maioria no Parlamento israelense.

Na eleição legislativa do último dia 10 de fevereiro, os trabalhistas tiveram seu pior resultado, com apenas 13 das 120 cadeiras no Parlamento. O Likud, de direita, conseguiu 27 cadeiras, uma a menos que o centrista Kadima, da chanceler Tzipi Livni.

Pavel Wolberg-15dez.08/Efe
Foto de arquivo mostra líder do Likud, Binyamin Netanyahu, ao lado de Ehud Barak
Foto de arquivo mostra líder do Likud, Binyamin Netanyahu, ao lado de Ehud Barak

Equipes dos dois partidos passaram a noite negociando os últimos detalhes de um acordo que oferece aos trabalhistas entrar no Executivo de Netanyahu com cinco ministros, dois vice-ministros e ocupando um cargo de presidente de comissão parlamentar, segundo informa a imprensa local.

Porém, o acordo de coalizão ainda não é definitivo já que, ainda nesta terça-feira, Barak deverá submetê-lo à aprovação do comitê central do partido, formado por 1.470 pessoas e que pode cessar o andamento do processo.

Na última semana, muitas vozes dentro do partido se opuseram a entrar em um governo liderado pelo Likud e apoiado por coalizão com a direita ultraconservadora do Shas e do Yisrael Beitenu. Sete dos 13 deputados que o Partido Trabalhista conseguiu nas últimas eleições manifestaram oposição a um pacto como o alcançado na manhã desta segunda-feira.

Segundo o acordo alcançado pelos dois líderes partidários, o novo governo deverá desenhar um plano para a paz no Oriente Médio, continuar com as negociações de paz e se comprometer a respeitar os acordos assinados por Israel até o momento, além de "fazer cumprir a lei" sobre os assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Para Netanyahu, o apoio dos Trabalhistas é crucial para garantir um equilíbrio em seu governo. A grande questão para o provável futuro primeiro-ministro é saber se a coalizão que vai sustentar o novo governo conseguirá se manter em um cenário externo adverso às ideias defendidas pelos partidos de direita.

Em um cenário internacional em que a recente ofensiva em Gaza foi recebida como excessiva e no qual o principal aliado de Israel, os Estados Unidos, passou às mãos de um presidente que apoia as negociações, um gabinete de direita pode levar um governo de Netanyahu a equilibrar-se entre posições inconciliáveis.

Força central

Pra tentar garantir apoio na votação partidária, Barak se reuniu com representantes do partido e afirmou: "a escolha não é se vamos ou não vamos liderar a oposição, mas sim se seremos uma quinta roda no vagão da oposição, apertados de maneira pouco confortável entre o Kadima e o Meretz, ou uma força central no governo de direita, influenciando uma política que é adequada ao Estado de Israel".

"A vida não é um filme, não é um reality show", continuou, citado pelo "Haaretz". "Nós precisamos perguntar a nós mesmos o que é certo para este país e o que é certo para o partido e para nós".

Se o partido aprovar a coalizão, afirmou Barak, os trabalhistas"garantirão que não perderão nenhuma oportunidade diplomática". "Garantiremos que não seremos arrastados em aventuras militares irreversíveis", completou.

Os representantes do partido que foram à conferência expressaram seu criticismo com o que chamaram de "ato de decepção".

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
mauro guanandi (1) 13/06/2009 19h55
mauro guanandi (1) 13/06/2009 19h55
"È PROVADO" que só morreram 600 mil judeus?
"é Provado" que o holocausto é um embuste?
"ninguem fala" dos mortos ciganos?
é provado onde? ninguem fala onde?
sem opinião
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Douglas Marcowitch (31) 03/05/2009 16h37
Douglas Marcowitch (31) 03/05/2009 16h37
Ahmadinejad, um dos únicos líderes mundiais com integridade, lucidez, coerente, sincero. nada justifica as atrocidades, mas Ele defende e sabe-se, já até provado, que a forte mídia sinonista insiste em seu pseudo holocausto, é provado que foram na ordem de 600 mil judeus mortos na segunda grande guerra, tratando-se da Indústria do Holocausto, muito aquém dos 6 milhões divulgados. Ninguém fala nada dos católicos, poloneses, homosexuais, ciganos, enfim muito mais de 10 milhões. Por que não se presta homenagens à eles? Chega dos judeus se considerarem as únicas e eternas vítimas do holocausto!!!. 45 opiniões
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fauzi salmem (12) 02/05/2009 20h22
fauzi salmem (12) 02/05/2009 20h22
O João Carlos Gagliardi disse tudo. 18 opiniões
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