Mundo
26/03/2009 - 07h32

EUA e Seul deslocam navios de guerra ao Japão por satélite da Coreia do Norte

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da Folha Online

A Marinha dos Estados Unidos deslocou dois navios de guerra no Japão, em precaução aos planos da Coreia do Norte de lançar um satélite entre os próximos dias 4 e 8 de abril. Já a Coreia do Sul destacará uma embarcação de guerra no mar do Leste (mar do Japão). Ambos os países afirmam que o lançamento do satélite norte-coreano é apenas um disfarce para o teste de um míssil de longo alcance que poderia chegar, até mesmo, na costa do Alasca, nos EUA.

Os dois navios americanos, equipados com tecnologia Aegis de defesa contra mísseis balísticos, saíram nesta quarta-feira (25) do porto japonês de Sasebo (sudoeste), segundo o porta-voz da Marinha americana, Charles Howard.

"Queria destacar que estamos preparados para qualquer eventualidade", afirmou. Os dois navios deslocados são o USS McCain e o USS Chafee.

Nesta quarta-feira, Washington confirmou que a Coreia do Norte já posicionou o foguete Taepodong -2 na plataforma de lançamento e que serão precisos quatro dias para abastecê-lo. No México, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o anúncio sobre o lançamento de um satélite de comunicações "é uma provocação" e terá consequências.

"Esta ação provocadora e esta violação ao mandato das Nações Unidas não passará despercebida e haverá consequências", afirmou em Hillary numa entrevista coletiva conjunta com sua colega mexicana, Patricia Espinosa.

A secretária de Estado disse que a decisão de Pyongyang viola a resolução 1.718 do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, aprovada em outubro de 2006 e que recomenda à Coreia do Norte a suspender as atividades relacionadas a seu programa de mísseis balísticos.

Vizinha

A Coreia do Sul também se prepara para o eventual lançamento de um míssil. Segundo fontes do governo de Seul, citadas pela agência Yonhap, o país deve enviar ao mar do Leste o destróier Sejong, o Grande, para vigiar o foguete norte-coreano.

Perante o provável lançamento, vários navios de guerra da classe de EUA e Japão já patrulham as águas do mar do Leste.

A Coreia do Sul e a comunidade internacional se opõem a qualquer lançamento de foguetes norte-coreano, já que a tecnologia utilizada para o teste anunciado é muito similar à necessária para disparar um míssil de longo alcance.

O regime norte-coreano já fez um teste nuclear em 2006, que gerou rejeição internacional e agravou seu isolamento político.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Jaime Dos Santos (4) 16/12/2009 11h13
Jaime Dos Santos (4) 16/12/2009 11h13
Os EUA se esquecem que o Irã celebrou contratos comerciais com a Venezuela e a China, bem como com o Brasil que detêm tecnologia para o refino do petróleo bruto. Já os EUA dependem do petróleo da Venezuela para sobreviver. As Sanções serão ineficazes. sem opinião
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Maurício Carvalho (46) 08/12/2009 23h58
Maurício Carvalho (46) 08/12/2009 23h58
Excelente o comentário de Juarez Ribeiro Batista. Gostaria de complementá-lo.
Abdul Khaleq Abdullah, um professor de ciência política da Universidade dos Emirados Árabes Unidos disse: "Eu acho que os Estados do Golfo fazem bem em desenvolver agora estratégias com base na suposição de que o Irã está prestes a se tornar uma potência nuclear. É um jogo totalmente novo. O Irã agora está forçando todos na região a entrarem em uma corrida armamentista."
Esta percepção, por sua vez, gera novas ansiedades e abala velhas suposições.
Escrevendo para o jornal pan-árabe "Al Quds Al Arabi", o editor, Abdel-Beri Atwan, disse que com os recentes desdobramentos "os regimes árabes, e os do Golfo em particular, se verão como parte de uma nova aliança contra o Irã ao lado de Israel".
O chefe de um proeminente centro de pesquisa em Dubai disse que poderia até mesmo ser melhor se o Ocidente -ou Israel- realizasse um ataque militar contra o Irã, em vez de permitir que ele se transforme em uma potência nuclear. Esse tipo de conversa por parte dos árabes quase não era ouvida antes da revelação da segunda instalação de enriquecimento, e apesar de ainda ser rara, reflete o crescente alarme.
"A região pode conviver melhor com uma retaliação limitada por parte do Irã do que viver com uma dissuasão nuclear permanente. Eu defendo a realização do trabalho agora em vez de viver o restante da minha vida com uma hegemonia nuclear na região que o Irã gostaria de impor."
4 opiniões
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Rogerio Cardamone (4) 07/12/2009 16h37
Rogerio Cardamone (4) 07/12/2009 16h37
Juarez. Menos. Ao que me consta, no último conflito como o Hezbollah a base avançada dos americanos (que alguns teimam de chamar de país) não se deu nada bem, e, por outro bordo, cumpre observar que nenhum conflito envolveu o Irã, ademais porque, até 1979 era aliado dos EUA. 3 opiniões
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