Na internet, Obama diz que legalizar maconha não é saída para crise
colaboração para a Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira, que não considera que legalizar a maconha seja uma boa estratégia para reverter a crise econômica. A declaração foi feita durante uma conferência pela internet, em que Obama respondeu perguntas dos internautas on-line.
As questões sobre a legalização da maconha foram as mais populares do evento, superando assuntos como estabilidade econômica, educação, empregos, sistema de saúde e orçamento.
O presidente Obama confirmou que o tópico era popular e respondeu a pergunta se a legalização poderia ajudar a tirar o país da recessão, apesar de não ter sido, a princípio, uma das selecionadas pelos moderadores do evento. "Eu não sei o que isso diz sobre o público da internet", brincou, antes de responder seriamente a questão.
| Ron Edmonds/AP |
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| Obama disse que legalizar a maconha não é uma boa estratégia para reverter a crise |
De acordo com o site Cnet news, Obama --cujo governo anunciou neste mês mudança na execução de leis federais sobre as drogas, dizendo que iria acabar efetivamente com as ações, comuns no governo de George W. Bush (2001-2009), contra fornecedores de maconha para fins medicinais-- disse que não apoiaria mudanças nas leis federais que consideram a posse de maconha um crime. "Não, eu não acho que é uma boa estratégia de crescimento da economia", disse Obama.
O site marijuana.com informou sobre a seção "Open for Questions" da Casa Branca em que o público podia fazer perguntas para o presidente por escrito ou em vídeo. O site pedia para que as pessoas aproveitassem o momento para entrar no site do governo e fizesse questões sobre a maconha. "Deixem o presidente saber que milhões de eleitores americanos acreditam que chegou a hora de taxar e legalizar a maconha".
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou nesta quarta-feira (25), durante uma visita ao México, o interesse dos dois países em criar um escritório comum em território mexicano para coordenar ações conjuntas contra o narcotráfico. Além disso, os Estados Unidos entregarão ao México mais US$ 80 milhões (cerca de R$ 180 milhões) para a compra de helicópteros destinados à luta contra o crime organizado, que chega ao território americano.
Nesta terça-feira (24), Washington anunciou um plano de US$ 700 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) para apoiar as políticas de segurança do México. O dinheiro será repassado pela Iniciativa Mérida, convênio bilateral firmado em 2008 na área de defesa. Entre as medidas, apresentadas pela secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Janet Napolitano, para coibir o tráfico de armas está a duplicação do número de agentes federais norte-americanos na fronteira e a criação de um centro de inteligência regional do FBI.
A visita de Hillary Clinton antecede em duas semanas a do presidente americano, Barack Obama, que deve viajar ao México em 16 de abril.
O jornal "The New York Times" lembrou que Obama não foi o primeiro presidente americano a participar de entrevistas com cidadãos através da internet --os presidentes Bill Clinton (1993-2001) e George W. Bush (2001-2009) já responderam questões recebidas dessa forma. Obama, no entanto, foi o primeiro a fazer isso ao vivo, em transmissão feita no site da Casa Branca.
A sessão de perguntas e respostas foi moderada por Jared Bernstein, assessor econômico do vice-presidente, Joseph Biden. A Casa Branca informou que recebeu mais de 104 mil perguntas, de quase 93 mil internautas, para a conferência.
Economia
Durante o evento, o presidente disse que mais empregos serão perdidos no país antes que a recessão acabe, e pediu ao povo americano que tenha paciência. "Temos que ser pacientes e persistentes quanto à criação de empregos porque acho que ainda não perdemos todos os empregos que vamos perder nessa recessão", afirmou Obama. "Nós ainda vamos passar por muita dificuldades neste ano."
Ele afirmou ainda que está disposto a ajudar a indústria automotiva em crise, mas, em troca, pediu medidas de reestruturação "dolorosas e drásticas". "Nós daremos ajuda, sei que não é popular proporcionar ajuda aos trabalhadores da indústria automotiva ou às companhias automotivas", declarou.
"Meu trabalho, no entanto, é medir o custo de deixar as companhias automotivas entrar em colapso ou considerar se podem encontrar um plano viável que lhes permita sobreviver", acrescentou. Sobre o mercado imobiliário, Obama disse que seu governo tornou mais fácil para os proprietários de imóveis com problemas para pagar hipotecas o refinanciamento com taxas de correção mais baixas.
Ele ainda explicou o projeto de Orçamento, de US$ 3,6 trilhões, aprovado pelo Comitê Orçamentário da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), mas criticado por republicanos --que consideram que os gastos, impostos e empréstimos contidos na proposta são exagerados. "O dinheiro que estamos gastando em educação, saúde e energia ainda não está fazendo crescer nosso déficit no longo prazo", disse o presidente. "Não podemos reduzir os investimentos que vão permitir nosso crescimento no futuro."
Com Associated Press
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ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
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