Canadenses revelam rede mundial de espionagem pela Internet
da Folha Online
com Associated Press
Pesquisadores canadenses afirmaram ter descoberto uma rede mundial de espionagem, baseada na China, que violou e roubou documentos em computadores espalhados por 103 países. A investigação do Information Warfare Monitor teve início a partir de denúncias de espionagem contra a comunidade tibetana no exílio, mas revelou um escopo muito maior de computadores invadidos.
O Information Warfare Monitor (IMW) é um projeto da Citizen Lab e do SecDev Group, um grupo especializado em temas de segurança com sede em Ottawa. Já foi responsável por denúncias contra a Skype --empresa que oferece serviços de telefonia pela Internet, que supostamente permitiria a espionagem de cidadãos pelo governo chinês.
"Nós achamos evidências em tempo real de 'malware' que invadiram computadores de tibetanos, extraindo arquivos importantes do escritório privado do Dalai Lama", declarou o investigador Greg Walton. "Malware" é um tipo de programa de computador, em geral "contrabandeado" para os computadores por meio de mensagens eletrônicas. Uma vez que esse programa "contamina" um computador, o responsável pelo programa --o chamado "hacker"-- eles podem vasculhar os arquivos da vítima e copiar documentos.
Bhutila Karpoche, ativista de movimentos pela liberdade do Tibete, declarou que não se surpreenderia com a possibilidade do governo chinês estar por trás da rede de espionagem. A embaixada chinesa em Toronto não retornou as ligações das agências internacionais para comentar a notícia.
Em dez meses de investigações, os pesquisadores do IWM afirmam ter descoberto indícios de invasão em 1.295 computadores, pertencentes a governos e representações diplomáticas de países da Ásia, África e Europa.

