Mundo
31/03/2009 - 18h59

Parlamento confirma Netanyahu como novo primeiro-ministro de Israel

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da Folha Online

A indicação de Binyamin Netanyahu para ser o novo primeiro-ministro de Israel foi aprovada nesta terça-feira pelo Knesset (Parlamento israelense), com o voto de 69 dos 120 deputados. O novo gabinete, formado por 30 ministros, também foi aprovado.

Conhecido por ter posições duras em relação à negociação sobre os territórios ocupados, Netanyahu assegurou aos palestinos que a paz com Israel é possível, em um discurso para apresentar seu gabinete.

Voltando ao poder dez anos depois de ter sido tirado do cargo de primeiro-ministro, Netanyahu governará com um gabinete inclinado para a direita, tendo o ultradireitista Avigdor Lieberman como ministro das Relações Exteriores, o que causou preocupação internacional com o processo de paz.

Debbie Hill/Reuters
Binyamin Netanyahu discursa ao Parlamento antes da votação que confirmou sua indicação para ser o próximo primeiro-ministro de Israel; novo governo, com maioria de direita, terá o trabalhista Ehud Barak na pasta da Defesa
Binyamin Netanyahu discursa ao Parlamento antes da votação que confirmou sua indicação para ser o próximo primeiro-ministro de Israel; novo governo, com maioria de direita, terá o trabalhista Ehud Barak na pasta da Defesa

O direitista Likud, partido de Netanyahu, o de Lieberman, Yisrael Beiteinu, os partidos ultraortodoxos, o nacionalista e religioso Casa Judaica e vários deputados do Partido Trabalhista votaram a favor do programa do Executivo. O trabalhista Ehud Barak aceitou continuar como ministro da Defesa, prometendo ser um "contrapeso" às políticas de direita do novo governo.

Contra o novo gabinete, se posicionaram 45 deputados do centrista Kadima --ao qual pertence Tzipi Livni, chanceler do governo anterior e adversária de Netanyahu nas eleições de fevereiro--, os partidos de esquerda Meretz e Hadash, e as legendas árabes.

Nas eleições de 10 de fevereiro passado, o Likud ficou em segundo lugar, com 27 cadeiras, uma a menos que o Kadima, de Livni, mas acabou escolhido pelo presidente Shimon Peres para formar o governo devido à predominância de deputados direitistas na nova legislatura. Os trabalhistas tiveram seu pior resultado na história, com apenas 13 cadeiras, ficando em quarto lugar, atrás do Yisrael Beitenu, que conseguiu um inédito terceiro lugar.

Imediatamente após a votação no Parlamento, começaram a tomar posse os ministros que integrarão o novo Executivo, que terá 30 pastas, um recorde na história do país.

Nesta quarta-feira, às 3h30 (de Brasília), o primeiro-ministro em fim de mandato, Ehud Olmert, entregará a chefia do governo a Netanyahu, em uma cerimônia que, pela primeira vez, será feita na residência do presidente de Israel, Shimon Peres.

Perfil

O novo primeiro-ministro foi o mais jovem líder do país, em 1996, e o primeiro a nascer após a criação do Estado de Israel. Comprometido a não fazer concessões aos palestinos, ele irritou a direita ao assinar acordos com os palestinos, sob pressão do governo do presidente americano Bill Clinton, e acabou sem apoio político firme. Em 1999 foi substituído por Ehud Barak, ao enfrentar eleições parlamentares antecipadas.

Netanyahu sempre foi um enérgico opositor da retirada dos territórios ocupados por acreditar que o ato apenas fortaleceria os inimigos de Israel. Desde fevereiro passado, porém, quando venceu as eleições, ele atenuou o discurso e adotou uma linha mais conciliatória. Ele diz, agora, que quer a paz, mas ainda não admite a criação de um Estado palestino.

Filho de um famoso historiador e irmão de um herói de guerra que morreu no resgate de 98 reféns judeus e cidadãos israelenses no aeroporto africano de Entebbe, em Uganda, em 1976, Netanyahu passou anos de sua vida nos EUA, onde estudou no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Nos anos 80, ele foi embaixador de Israel na ONU, função em que ganhou destaque antes de entrar para a política, em 1988.

Depois de perder o comando do Likud, ele foi ministro das Finanças do governo de Ariel Sharon (2001-2006), cargo em que apoiou uma reforma fiscal de longo prazo, prevendo a redução das taxas, dando seqüência às políticas liberais que adotou nos anos 90.

Com Reuters e Efe

Comentários dos leitores
mauro guanandi (1) 13/06/2009 19h55
mauro guanandi (1) 13/06/2009 19h55
"È PROVADO" que só morreram 600 mil judeus?
"é Provado" que o holocausto é um embuste?
"ninguem fala" dos mortos ciganos?
é provado onde? ninguem fala onde?
sem opinião
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Douglas Marcowitch (31) 03/05/2009 16h37
Douglas Marcowitch (31) 03/05/2009 16h37
Ahmadinejad, um dos únicos líderes mundiais com integridade, lucidez, coerente, sincero. nada justifica as atrocidades, mas Ele defende e sabe-se, já até provado, que a forte mídia sinonista insiste em seu pseudo holocausto, é provado que foram na ordem de 600 mil judeus mortos na segunda grande guerra, tratando-se da Indústria do Holocausto, muito aquém dos 6 milhões divulgados. Ninguém fala nada dos católicos, poloneses, homosexuais, ciganos, enfim muito mais de 10 milhões. Por que não se presta homenagens à eles? Chega dos judeus se considerarem as únicas e eternas vítimas do holocausto!!!. 45 opiniões
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fauzi salmem (12) 02/05/2009 20h22
fauzi salmem (12) 02/05/2009 20h22
O João Carlos Gagliardi disse tudo. 18 opiniões
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