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EUA insistem com novo governo de Israel em criação Estado palestino
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colaboração para a Folha Online
Os Estados Unidos vão trabalhar em estreita colaboração com o novo governo israelense do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu para chegar a uma solução de dois Estados --um judeu e um palestino-- para o conflito na região, disse nesta quarta-feira o porta-voz do Departamento de Estado americano Gordon Duguid.
A declaração veio depois que o novo chanceler israelense, Avigdor Lieberman, ter afirmado que Israel não vai se submeter ao acordo patrocinado pelos EUA em 2007, na cidade americana de Annapolis, para a paz com os palestinos.
Duguid recusou-se a comentar diretamente a declaração de Lieberman e se concentrou no discurso do novo primeiro-ministro: "Eu gostaria de lembrar que Netanyahu declarou que iria trabalhar para a paz com os palestinos e na região".
Lieberman disse que há apenas um documento que o governo israelense vai seguir, o chamado "mapa do caminho", lançado em 2003, sob patrocínio do Quarteto do Oriente Médio (EUA, União Europeia, Rússia e ONU), que previa a a criação de um Estado Palestino ao lado de Israel.
O plano ficou quase abandonado durante anos, até que, no final de 2007, o então primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que deixou o cargo nesta terça-feira, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, concordaram em relançar negociações para alcançar um acordo sobre um Estado palestino.
Olmert pediu que o seu sucessor "continue a busca pela paz, porque para Israel é a única maneira de seguir o caminho que conduz à paz.
No entanto, Abbas, que se reuniu com Olmert mais de 20 vezes desde o fim de 2007 para buscar um acordo de paz, disse que não tinha qualquer ilusão.
"Binyamin Netanyahu não aceitou a solução de dois Estados ou os acordos já assinados e não pretende parar a colonização [na Cisjordânia]. Isso é evidente" disse Abbas em uma entrevista publicada pela agência oficial palestina Wafa.
O grupo radical islâmico Hamas, que comanda a faixa de Gaza desde 2007, fora da esfera da ANP, afirmou por meio de um representante no Líbano que a rejeição do novo governo ao acordo de paz de Annapolis e à criação do Estado palestino pode levar a mais guerras e crises no Oriente Médio.
Entre dezembro e janeiro últimos, o Hamas foi alvo de uma ofensiva israelense que matou cerca de 1.300 pessoas na faixa de Gaza, de acordo com fontes médicas locais. Desde o fim da ofensiva, o grupo negocia, com intermediação do governo egípcio, uma reconciliação com o Fatah. O governo israelense se nega a negociar diretamente com o Hamas e reconhece apenas o governo da ANP.
"Tapa na cara"
O analista político Tamir Sheafer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, disse nesta quarta-feira que as declarações de Lieberman apontam para as dificuldades que a coalizão governista vai enfrentar.
"Ele [Lieberman] está dando um tapa na cara dos norte-americanos, sem dúvida alguma", disse Sheafer. "Não há dúvida de que desde o ponto de vista internacional, da diplomacia, dar esse tipo de declaração não foi a coisa certa a fazer."
Para Mouin Rabbani, analista do Oriente Médio em Amã, a declaração de Lieberman ressalta o dilema que o novo governo enfrenta israelense em sua relação com os EUA e com outras potências que querem ver Israel comprometer-se com uma solução de dois Estados.
"Netanyahu teria gostado muito de evitar algumas coisas. O problema de ter Lieberman como ministro de Relações Exteriores é que ele vai continuar a colocar Netanyahu em situações difíceis, disse Rabbani.
Mas Eytan Gilboa, da universidade israelense Bar-Ilan, relativiza a repercussão, ao dizer que Annapolis foi "um grande fracasso"
"Acho que o novo governo israelense será julgado por suas ações, não por suas declarações", avalia ele. "Se alguém prevê um confronto importante entre os dois países em torno dessa declaração, estará equivocado, porque tenho certeza de que os dois lados [...] farão todos os esforços possíveis para evitar um confronto grande em torno de Annapolis. [...] Acho a declaração de Lieberman problemática devido a seu timing e seu estilo."
Com France Presse e Reuters
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Logo agora que eu estava tentando destruir, como fazemos todos os agentes do Mossad que querem dominar o mundo, toda a correspondencia eletronica favoravel aos palestinos!!
alem disso eu bombardeei o Zelaya com raios cósmicos de micro-ondas! vejam que ele saiu por livre vontade da embaixada, influenciado por potentes raios gama! e saiu sem chapéu!! agora que os hackers do mundo me descobriram, terei que mudar de computador!!!
Senhor Perrone, esta batalha voce venceu, mas eu voltarei. MAIS FORTE DO QUE NUNCA!
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