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01/04/2009 - 19h46

EUA insistem com novo governo de Israel em criação Estado palestino

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colaboração para a Folha Online

Os Estados Unidos vão trabalhar em estreita colaboração com o novo governo israelense do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu para chegar a uma solução de dois Estados --um judeu e um palestino-- para o conflito na região, disse nesta quarta-feira o porta-voz do Departamento de Estado americano Gordon Duguid.

A declaração veio depois que o novo chanceler israelense, Avigdor Lieberman, ter afirmado que Israel não vai se submeter ao acordo patrocinado pelos EUA em 2007, na cidade americana de Annapolis, para a paz com os palestinos.

Duguid recusou-se a comentar diretamente a declaração de Lieberman e se concentrou no discurso do novo primeiro-ministro: "Eu gostaria de lembrar que Netanyahu declarou que iria trabalhar para a paz com os palestinos e na região".

Lieberman disse que há apenas um documento que o governo israelense vai seguir, o chamado "mapa do caminho", lançado em 2003, sob patrocínio do Quarteto do Oriente Médio (EUA, União Europeia, Rússia e ONU), que previa a a criação de um Estado Palestino ao lado de Israel.

O plano ficou quase abandonado durante anos, até que, no final de 2007, o então primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que deixou o cargo nesta terça-feira, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, concordaram em relançar negociações para alcançar um acordo sobre um Estado palestino.

Olmert pediu que o seu sucessor "continue a busca pela paz, porque para Israel é a única maneira de seguir o caminho que conduz à paz.

No entanto, Abbas, que se reuniu com Olmert mais de 20 vezes desde o fim de 2007 para buscar um acordo de paz, disse que não tinha qualquer ilusão.

"Binyamin Netanyahu não aceitou a solução de dois Estados ou os acordos já assinados e não pretende parar a colonização [na Cisjordânia]. Isso é evidente" disse Abbas em uma entrevista publicada pela agência oficial palestina Wafa.

O grupo radical islâmico Hamas, que comanda a faixa de Gaza desde 2007, fora da esfera da ANP, afirmou por meio de um representante no Líbano que a rejeição do novo governo ao acordo de paz de Annapolis e à criação do Estado palestino pode levar a mais guerras e crises no Oriente Médio.

Entre dezembro e janeiro últimos, o Hamas foi alvo de uma ofensiva israelense que matou cerca de 1.300 pessoas na faixa de Gaza, de acordo com fontes médicas locais. Desde o fim da ofensiva, o grupo negocia, com intermediação do governo egípcio, uma reconciliação com o Fatah. O governo israelense se nega a negociar diretamente com o Hamas e reconhece apenas o governo da ANP.

"Tapa na cara"

O analista político Tamir Sheafer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, disse nesta quarta-feira que as declarações de Lieberman apontam para as dificuldades que a coalizão governista vai enfrentar.

"Ele [Lieberman] está dando um tapa na cara dos norte-americanos, sem dúvida alguma", disse Sheafer. "Não há dúvida de que desde o ponto de vista internacional, da diplomacia, dar esse tipo de declaração não foi a coisa certa a fazer."

Para Mouin Rabbani, analista do Oriente Médio em Amã, a declaração de Lieberman ressalta o dilema que o novo governo enfrenta israelense em sua relação com os EUA e com outras potências que querem ver Israel comprometer-se com uma solução de dois Estados.

"Netanyahu teria gostado muito de evitar algumas coisas. O problema de ter Lieberman como ministro de Relações Exteriores é que ele vai continuar a colocar Netanyahu em situações difíceis, disse Rabbani.

Mas Eytan Gilboa, da universidade israelense Bar-Ilan, relativiza a repercussão, ao dizer que Annapolis foi "um grande fracasso"

"Acho que o novo governo israelense será julgado por suas ações, não por suas declarações", avalia ele. "Se alguém prevê um confronto importante entre os dois países em torno dessa declaração, estará equivocado, porque tenho certeza de que os dois lados [...] farão todos os esforços possíveis para evitar um confronto grande em torno de Annapolis. [...] Acho a declaração de Lieberman problemática devido a seu timing e seu estilo."

Com France Presse e Reuters

Comentários dos leitores
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
Ricardo Perrone ( ) 31/01/2010 23h26 Vc tem razão, mas estão legalmente instalados no escritorio da CIA em São Paulo, com autorização da justiça paulista. A alguns anos um militar libanês de passagem por São Paulo foi seguido e assassinado num posto de gasolina, obviamente ninguém viu e nem sabia de nada. Se ele não fosse ligado à Siria (ainda estavam as tropas por lá) não se poderia dizer que foi a moçada. Esse negócio do governo brasileiro fazer vista grossa ao serviço militar para moleques servirem em Israel tem que acabar. Não dá para ficarem em cima do muro, ou vão para um lado ou vão para o outro. Incrível é que fazem como os batistas, alegando drama de consciência religiosa, para irem matar grávidas na Palestina (kill 2). Lamentável. sem opinião
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mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
puxa, o sr Ricardo Perrone me descobriu.
Logo agora que eu estava tentando destruir, como fazemos todos os agentes do Mossad que querem dominar o mundo, toda a correspondencia eletronica favoravel aos palestinos!!
alem disso eu bombardeei o Zelaya com raios cósmicos de micro-ondas! vejam que ele saiu por livre vontade da embaixada, influenciado por potentes raios gama! e saiu sem chapéu!! agora que os hackers do mundo me descobriram, terei que mudar de computador!!!
Senhor Perrone, esta batalha voce venceu, mas eu voltarei. MAIS FORTE DO QUE NUNCA!
sem opinião
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hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
O rabino Yitzhak Shapira, que foi detido para interrogatório pelo Shin Bet (agência sionista de segurança) por sua suposta implicação com o incêndio da mesquita em Yasuf, em Nablus, na Cisjordânia ocupada, é responsável pela escola Yeshiva "Od Yosef Chai" em Yitzhar, e é um discípulo do rabino Yitzhak Ginsberg .Gisnberg é considerado por acadêmicos do judaísmo moderno como um importante e original pensador da área do hassidut e da cabala e, além disso, ele é bem conhecido pelas suas visões extremadas diante das "diferenças fundamentais" entre judeus e não-judeus (goys), as quais tem um toque sensível de racismo. No prefácio do livro Torat Hamelech de autoria de Shapira e do rabino Yosef Elitzur, Ginsberg aponta para a necessidade de apontar as tais "diferenças fundamentais" entre judeus e goys "numa época onde nós somos obrigados a conquistar "a terra de israel", (a Palestina) de nossos inimigos, portanto, nós podemos agir "de acordo com as necessidades", dentro do espírito da Tora e então podemos fortalecer o espírito da nação e de nossos soldados." O livro menciona o assassinato de goys na guerra e inclui a seguinte passagem: - Há uma razão para matar bebês (do inimigo), mesmo se eles não violarem as 7 leis de Noé, por causa do futuro perigo que eles possam representar, quando eles irão crescer para tornar-se diabos como seus pais A hedionda e inimaginável atitude de pregar o assassinato de bebês de colo ou gestantes, só pode sair de mentes doentias, mas, já inspirou até camisetas para o exército sionista com a estampa de uma palestina grávida onde se lia "um tiro, duas mortes". Para que esta idéia de punição antecipada possa ser aplicada, é necessário preparar a grande massa, retirando-lhe qualquer vontade à resistência e para tal se conta com a lavagem cerebral diária da "grande mídia", de Holowood e outros que trabalham alinhados com a Nova Ordem Mundial Sionista e seu fundamentalismo religioso. 1 opinião
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