Mundo
03/04/2009 - 17h58

Coreia do Norte entra em período crítico para lançamento de foguete

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colaboração para a Folha Online

Sob vigilância de satélites espiões e de radares de navios de guerra de outros países, a Coreia do Norte entrou no primeiro dia do período em que pretende lançar um foguete que anunciou ser o veículo de um satélite, mas que levantou a preocupação de vizinhos e dos Estados Unidos.

Eles dizem que o governo norte-coreano está usando o programa espacial para encobrir o teste de um míssil balístico de longo alcance --o mesmo foguete é utilizado nos dois casos.

O período anunciado para o lançamento vai deste sábado (o fuso horário da Coreia do Norte está 12 horas à frente do de Brasília) até a próxima quarta-feira (8).

O tempo na região da plataforma de lançamento está nublado, condição não perfeita, mas sem os fortes ventos que poderiam forçar um atraso.

O presidente americano, Barack Obama --que está na França para uma reunião da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)-- fez advertências à Coreia do Norte nesta sexta-feira. Ele disse que o governo de Pyongyang "não pode ameaçar a segurança de outros países impunemente". Ele afirmou que o lançamento é um ato de provocação que deve ser parado.

O enviado da administração americana para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, advertiu o governo norte-coreano a não lançar o foguete sobre o Japão --a trajetória do foguete prevê que ele sobrevoe o norte da ilha japonesa de Honshu. Bosworth disse que o país enfrentaria consequências caso insista com seus planos.

Ao mesmo tempo, o enviado disse que está preparado para ir a Pyongyang, caso a viagem ajudasse a que fossem retomadas as negociações internacionais para que a Coreia do Norte abandone seu programa nuclear.

Depois que "a poeira dos mísseis baixar", ele disse, os EUA querem retomar as negociações de seis lados, que, além dos dois países, incluem que também incluem Coreia do Sul, China, Japão e Rússia.

Bosworth apelou à Coreia do Norte para que reconsidere o lançamento, dizendo que qualquer desafio a uma resolução de 2006 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que proíbe qualquer atividade balística à Coreia do Norte, levaria a "algumas consequências".

A Coreia do Norte até agora tem resistido a todos os apelos. No mês passado, o governo advertiu que se a ONU adotar sanções após o lançamento do satélite provocará o fracasso das negociações multilaterais sobre seu desarmamento nuclear.

Com Associated Press e Efe

 

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