Mundo
03/04/2009 - 18h30

Polícia investiga massacre de 12 nos EUA; atirador teria se matado

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da Folha Online

Um homem abriu fogo e matou ao menos 12 pessoas dentro do prédio de uma instituição de atendimento para imigrantes, na cidade de Binghamton, no Estado americano de Nova York, nesta sexta-feira. Ele manteve até 40 pessoas reféns por aproximadamente cinco horas. De acordo com informações de fontes policiais anônimas à agência de notícias Associated Press e à rede de TV CNN, o atirador foi encontrado morto, no prédio, com um tiro na cabeça.

Mike Groll/AP
Policiais e peritos examinam prédio que foi palco do massacre de pelo menos 12 na cidade de Binghamton (EUA) nesta sexta-feira
Policiais e peritos examinam prédio que foi palco do massacre de pelo menos 12 na cidade de Binghamton (EUA) nesta sexta-feira

De acordo com a Associated Press, o atirador era Jiverly Voong, 42, e foi encontrado morto em um dos escritórios do prédio. Segundo a CNN, a polícia pediu à Justiça um mandado de busca e apreensão para vasculhar a casa do acusado. O criminoso havia sido descrito como um homem asiático que usava uma jaqueta de náilon e óculos de aro escuro.

Oficialmente, a morte do atirador ainda não foi confirmada. Oficiais confirmaram, porém, que não há mais reféns no edifício.

O massacre desta sexta-feira é o pior registrado nos Estados Unidos desde que um jovem matou 32 pessoas na Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007.

O ex-comandante da Swat Howard Robertson disse em entrevista à CNN citada pela agência de notícias Efe que o atirador usou um carro para bloquear a porta traseira do edifício e, em seguida, entrou atirando com um fuzil.

A deputada Maurice Hinchey informou que o atirador tinha sido demitido da IBM da cidade de Johnson City havia pouco tempo e que seu primeiro alvo foi um grupo de pessoas que faziam um teste para solicitar cidadania americana. "Foi no meio de uma prova. Ele apenas entrou e abriu fogo na sala", contou a deputada à Associated Press.

Do lado de fora do prédio, já no final da tarde desta sexta-feira, o imigrante filipino Omri Yigal esperava notícias sobre a mulher, Delores, que estava tendo aula de inglês quando houve o ataque. "Sei da escala do que aconteceu e só espero que ela esteja bem. A única coisa que tenho nesse momento é esperança."

Em seu site, a organização atacada, chamada Associação Cívica Americana, afirma ajudar imigrantes e refugiados com aconselhamento, reorganização, cidadania e união familiar com uma equipe de intérpretes e tradutores. A instituição também atende casos de emergência, inclusive brigas, fome ou falta de moradia.

Feridos

Conforme a Associated Press, duas mulheres e um homem foram levados, com ferimentos a bala, ao Centro Médico Wilson, em Johnson City, informou a porta-voz Christina Boyd. Entre os três, um está estável, um em "sérias condições" e outro, em estado crítico. Os nomes das vítimas não foram informados. Elas têm entre 20 e 50 anos.

Linda Miller, porta-voz do hospital de Binghamton, afirmou à agência de notícias Associated Press que um estudante da Universidade Binghamton deu entrada no setor de emergência, porém não detalhou o estado de saúde do rapaz.

Mike Chanecka, amigo da presidente da instituição atacada, Angela Leach, afirmou à mídia que ela está "muito triste". "Ela não sabe de nada, está tão chocada quanto todos nós. Por alguma razão, ela estava de folga hoje. Ela está preocupada com sua secretária."

De Baden-Baden (Alemanha), o presidente americano, Barack Obama, que participa de uma reunião da Otan (aliança militar ocidental), afirmou ter ficado chocado e triste com o episódio, que chamou de "ato de violência sem sentido". Obama disse ainda que ele e a primeira-dama, Michelle, estavam rezando pelas vítimas, as famílias delas e os moradores de Binghamton.

Binghamton está localizada na junção entre os rios Susquehanna e Chenango, sul do Estado de Nova York, e tem cerca de 47 mil habitantes.

 

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