Professor brasileiro está entre as vítimas do atirador de Binghamton, nos EUA
da Folha Online
Um professor brasileiro está entre as 13 pessoas que foram mortas no ataque que um homem armado realizou contra um prédio de uma instituição de atendimento a imigrantes nesta sexta-feira (3), na cidade de Binghamton --no Estado americano de Nova York. É o pernambucano Almir Olimpio Alves, 43.
| Reprodução |
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| Foto do professor brasileiro Almir Olimpio Alves, publicada no site do CNPQ |
O diplomata Gustavo Chadid, do Consulado-Geral do Brasil em Nova York, informou à Folha Online que não foi oficialmente notificado pela polícia de Binghamton, mas que uma amiga do brasileiro ligou para a instituição notificando a morte e informando.
Olimpio Alves era professor da UPE (Universidade de Pernambuco) e estava nos EUA desde setembro de 2008 para fazer um curso de inglês de um ano e que, depois, voltaria ao Brasil.
Maria das Graças Alves, 45, funcionária da UPE, disse que Alves era pessoa muito boa, comunicativa, muito inteligente e que se dava bem com todo mundo.
De acordo com Maria das Graças --que trabalha na universidade há 20 anos, onde é secretária da sala dos professores--, Alves era há ao menos oito anos professor de matemática da instituição, localizada na cidade de Nazaré da Mata (PE). Porém, morava em Carpina (PE), que fica a 15 km da cidade. Ela informou que Alves era casado e tinha um filho adolescente.
A funcionária disse que o professor parecia um menino. "A gente o chamava de menininho. Ele parecia muito novo. É uma pena", disse sobre o colega.
Massacre
O massacre foi o pior registrado nos Estados Unidos desde que um jovem matou 32 pessoas na Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007.
| Reuters |
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| Jiverly Voong, 42, teria matado por causa de desemprego e dificuldade de aprender inglês |
O crime aconteceu no final da manhã de sexta-feira. O vietnamita Jiverly Voong, 42, que é apontado pela polícia como autor do crime, bloqueou a porta dos fundos do prédio com um carro, para evitar que as vítimas fugissem, e depois invadiu o saguão principal e atirou nas duas recepcionistas. Uma morreu na hora, mas a segunda fingiu estar morta e, logo depois, conseguiu se arrastar até a própria mesa e, por telefone, avisar a polícia.
Em dois minutos, os primeiros policiais chegaram ao local. O cerco levou aproximadamente cinco horas. Foi o tempo necessário para que os sobreviventes que se esconderam em armários e na casa de máquinas deixassem o prédio. "Podemos dizer com certeza que ninguém foi baleado depois que a polícia chegou", afirmou o promotor Gerald F. Mollen. "Nenhuma vida teria sido salva caso a polícia tivesse entrado no prédio no primeiro minuto."
| Mike Groll/AP |
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| Policiais e peritos examinam prédio que foi palco de massacre na cidade de Binghamton (EUA) nesta sexta-feira; veja mais imagens |
Conforme o prefeito de Binghamton, Matthew Ryan, a principal suspeita é a de que Voong tenha cometido o massacre porque estava deprimido por ter perdido o emprego na IBM e frustrado por não conseguir aprender inglês.
Em seu site, a organização atacada, chamada Associação Cívica Americana, afirma ajudar imigrantes e refugiados com aconselhamento, reorganização, cidadania e união familiar com uma equipe de intérpretes e tradutores. A instituição também atende casos de emergência, inclusive brigas, fome ou falta de moradia.
Binghamton está localizada na junção entre os rios Susquehanna e Chenango, sul do Estado de Nova York, e tem cerca de 47 mil habitantes.
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