Obama tenta aproximar Turquia dos muçulmanos e condena terror
colaboração para a Folha Online
da Efe
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou nesta segunda-feira o interesse em colaborar com a Turquia na elaboração de uma estratégia que permita uma aproximação com o mundo muçulmano.
| Charles Dharapak/AP |
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| Barack Obama afirma que membros do Partido dos Trabalhadores de Curdistão estão na lista de terrorismo dos Estados Unidos |
Obama fez a declaração após um encontro com o presidente turco, Abdullah Gül, concedida ao término do encontro que ambos tiveram nesta segunda-feira, em Ancara. O presidente americano afirmou que a relação entre EUA e Turquia, deteriorada por causa do conflito no Iraque, experimenta uma franca recuperação.
Segundo o presidente americano, os dois países devem colaborar não só em áreas tradicionais, como a defesa ou a segurança nacional, mas também no combate à crise econômica global e na construção de "uma aliança modelo" entre um país de maioria cristã e um Estado de maioria muçulmana.
Obama disse que ele e Gül concordaram que o terrorismo "não é aceitável sob nenhuma circunstância". Além disso, lembrou que o Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK) se encontra na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado americano.
"Juntos, podermos criar uma estratégia que permita que os países se sintam mais seguros", disse o presidente americano. Obama afirmou ainda que não irá intervir nas negociações entre a Armênia e a Turquia em relação as mortes dos armênios ocorridas no Império Otomano em 1915 e que não irá pressionar as autoridades turcas para declararem culpa no episódio de genocídio.
Segundo o democrata, que no ano passado afirmou que os turcos têm culpa no episódio, as negociações entre a Turquia e a Armênia devem continuar somente entre os países. O presidente turco afirmou durante reunião que defenderá um "entendimento mútuo" e que irá aumentar a cooperação entre países.


