"Vivi 20 segundos no inferno", diz sobrevivente de tremor na Itália
da France Presse, em Roma
Enquanto centenas voluntários das equipes de socorro correm contra o tempo para tentar resgatar sobreviventes e retirar corpos dos escombros de Áquila, cidade do centro da Itália atingida por um forte terremoto que matou ao menos 70 pessoas, nesta segunda-feira, Maria Franscesco chora diante do que foi sua casa. "Vivi 20 segundos no inferno."
"Minha casa desabou de repente, ficou totalmente destruída, não pude recuperar nada", lamenta.
| Massimiliano Schiazza/Efe |
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| Homem tenta localizar pertences entre os escombros de sua casa, em Onna, região de L'Avila, após forte terremoto; veja mais imagens |
O centro da cidade medieval, conhecido por seus monumentos artísticos, parece ter sido bombardeada, com pedaços de construções e montes de terra espalhados por todo lado.
A poucos metros, os socorristas resgatam os corpos de quatro jovens do que restou da Casa do Estudante, que alojava os estudantes italianos e estrangeiros que frequentam a renomada Universidade de Áquila. "Há três meses estamos sentindo tremores, cada vez mais fortes. Ontem foi o Apocalipse", afirma Maria.
"Às 23h sentimos o primeiro tremor e outro, duas horas depois. Então, resolvemos ir para a rua. Depois de bom tempo, quando voltamos a entrar em casa, o prédio começou a desabar. Fugi para a rua de cuecas", conta Marco, outro morador.
Ainda abalada, a cidade começa a contar os mortos enquanto os habitantes mais assustados e os turistas, com as malas nas mãos, tentam fugir a qualquer preço da zona devastada, por causa das réplicas que continuam atingindo a região.
Muitas pessoas que se abrigaram em seus carros estacionados diante de casa serão transferidas para abrigos ou instaladas no estádio da cidade, segundo as autoridades. Equipes de resgate foram chamadas de toda a Itália para tentar salvar o maior número de pessoas possível.
O terremoto de 6,2 graus na escala Richter, de acordo com medição do Serviço Geológico dos Estados Unidos, deixou ao menos 70 mortos e 1.500 feridos, disse à imprensa o premiê italiano, Silvio Berlusconi, que visitou Áquila, a capital da região de Abruzzos. "Desejo dizer uma coisa importante: pessoa alguma será abandonada à sua sorte.
Segundo Berlusconi, a Defesa Civil retirou 45 mil a 50 mil pessoas da área da tragédia. Um acampamento será montado para abrigar entre 16 mil e 20 mil delas.
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