Mundo
07/04/2009 - 07h32

Novos tremores assustam a Itália; mortos são quase 180

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da Folha Online

Duas fortes réplicas [tremores secundários de intensidade menor que ocorrem depois de terremotos] atingiram nesta terça-feira a cidade italiana de Áquila, capital da região de Abruzzo. A cidade foi devastada nesta segunda-feira (6) pelo pior terremoto a atingir o país desde 1980 e que deixou ao menos 179 mortos, 1.500 feridos e milhares de desabrigados.

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A primeira réplica, que aconteceu por volta das 11h26 (6h26 no horário de Brasília) e foi de 4,3 graus na escala Richter, foi seguido por outro ainda mais forte, seis minutos depois, que gerou enorme pânico entre a população, segundo a Defesa Civil italiana.

Chris Helgren/Reuters
Equipes de resgate ficam sobre casa destruída um dia após um forte terremoto que deixou ao menos 179 mortos em Abruzzo
Equipes de resgate ficam sobre casa destruída um dia após um forte terremoto que deixou ao menos 179 mortos em Abruzzo

A réplica foi sentida até mesmo em Roma, onde os móveis caíram em andares mais altos dos prédios. Não se sabe ainda se o tremor, a mais forte réplica desde segunda-feira (6), causou maiores danos.

"Foi uma noite de muita ansiedade", disse Francesco Marchi, 18, um dos muitos que dormiram em seus carros. "As réplicas foram muito fortes. Nós estacionamos o carro longe de paredes e prédios".

As equipes de resgate continuaram o trabalho de resgate nesta madrugada, com a esperança de encontrar sobreviventes do terremoto entre os mais de 70 desaparecidos.

Vítimas

O sismo desta segunda-feira (6) foi o pior, em número de mortes, dos últimos 29 anos. O maior, antes, era o de 23 de novembro de 1980, que chegou a 6,5 graus na escala Richter e matou 2.735 pessoas. Áquila é a capital da região de Abruzzo e fica em um vale cercado pelos Montes Apeninos. O tremor aconteceu às 3h30 desta segunda-feira (22h30 deste domingo (5), em Brasília).

Há divergências sobre a magnitude do terremoto. De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, o tremor atingiu 6,3 graus na escala Richter, enquanto o Instituto Nacional de Geofísica da Itália afirma que a magnitude foi de foi 5,8 graus. De acordo com a escala Richter, os tremores entre 5,5 e 6,0 ocasionam pequenos danos em edificações. Entre 6,1 e 6,9 podem causar danos graves em regiões muito populosas.

O número de mortos já chega a 179. A imprensa italiana informa sobre 40 mortos ainda não identificados, 34 desaparecidos, 1.500 feridos e 17 mil desabrigados.

Equipes de resgate recuperaram às 2h (21h desta segunda-feira (6) no horário de Brasília) Marta Valente, uma jovem que estava presa nos escombros de um imóvel de quatro andares que desabou devido ao terremoto.

A jovem é uma estudante da Província de Teramo que deve sua vida a um golpe de sorte, já que quando desabou o edifício em que dormia, vários pedaços grandes de cimento armado evitaram que ela fosse atingida com maior risco por escombros.

Apesar do frio, muita gente preferiu passar a noite no interior de seus carros, enquanto prossegue a mudança de desabrigados a diversos hotéis e albergues do litoral do mar Adriático.

Mais de cem sobreviventes foram retirados dos escombros na segunda-feira, anunciaram os bombeiros.

Desabrigados

O tremor também deixou 50 mil desabrigados que passaram a noite em abrigos improvisados em quarteis, estádios e ginásios, além de casas de amigos e parentes.

O número de pessoas que perderam as casas no terremoto que arrasou a região de Áquila, no Abruzzo (centro da Itália), foi reduzido para 17 mil, segundo o centro de coordenação.

Massimo Cialente, o prefeito da cidade, capital da região dos Abruzzo, calculou em 50 mil o número de desabrigados. Outras fontes chegaram a citar 70 mil pessoas sem casas.

A cidade de Áquila tem 60 mil habitantes e a Província de mesmo nome tem 70 mil. De acordo com o centro de coordenação de resgates, praticamente um em cada sete habitantes da Província perdeu a casa.

A Defesa Civil informou que mais de 10 mil casas e edifícios foram danificadas.

Com agências internacionais

 

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