Novos tremores assustam a Itália; mortos são quase 180
da Folha Online
Duas fortes réplicas [tremores secundários de intensidade menor que ocorrem depois de terremotos] atingiram nesta terça-feira a cidade italiana de Áquila, capital da região de Abruzzo. A cidade foi devastada nesta segunda-feira (6) pelo pior terremoto a atingir o país desde 1980 e que deixou ao menos 179 mortos, 1.500 feridos e milhares de desabrigados.
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A primeira réplica, que aconteceu por volta das 11h26 (6h26 no horário de Brasília) e foi de 4,3 graus na escala Richter, foi seguido por outro ainda mais forte, seis minutos depois, que gerou enorme pânico entre a população, segundo a Defesa Civil italiana.
| Chris Helgren/Reuters |
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| Equipes de resgate ficam sobre casa destruída um dia após um forte terremoto que deixou ao menos 179 mortos em Abruzzo |
A réplica foi sentida até mesmo em Roma, onde os móveis caíram em andares mais altos dos prédios. Não se sabe ainda se o tremor, a mais forte réplica desde segunda-feira (6), causou maiores danos.
"Foi uma noite de muita ansiedade", disse Francesco Marchi, 18, um dos muitos que dormiram em seus carros. "As réplicas foram muito fortes. Nós estacionamos o carro longe de paredes e prédios".
As equipes de resgate continuaram o trabalho de resgate nesta madrugada, com a esperança de encontrar sobreviventes do terremoto entre os mais de 70 desaparecidos.
Vítimas
O sismo desta segunda-feira (6) foi o pior, em número de mortes, dos últimos 29 anos. O maior, antes, era o de 23 de novembro de 1980, que chegou a 6,5 graus na escala Richter e matou 2.735 pessoas. Áquila é a capital da região de Abruzzo e fica em um vale cercado pelos Montes Apeninos. O tremor aconteceu às 3h30 desta segunda-feira (22h30 deste domingo (5), em Brasília).
Há divergências sobre a magnitude do terremoto. De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, o tremor atingiu 6,3 graus na escala Richter, enquanto o Instituto Nacional de Geofísica da Itália afirma que a magnitude foi de foi 5,8 graus. De acordo com a escala Richter, os tremores entre 5,5 e 6,0 ocasionam pequenos danos em edificações. Entre 6,1 e 6,9 podem causar danos graves em regiões muito populosas.
O número de mortos já chega a 179. A imprensa italiana informa sobre 40 mortos ainda não identificados, 34 desaparecidos, 1.500 feridos e 17 mil desabrigados.
Equipes de resgate recuperaram às 2h (21h desta segunda-feira (6) no horário de Brasília) Marta Valente, uma jovem que estava presa nos escombros de um imóvel de quatro andares que desabou devido ao terremoto.
A jovem é uma estudante da Província de Teramo que deve sua vida a um golpe de sorte, já que quando desabou o edifício em que dormia, vários pedaços grandes de cimento armado evitaram que ela fosse atingida com maior risco por escombros.
Apesar do frio, muita gente preferiu passar a noite no interior de seus carros, enquanto prossegue a mudança de desabrigados a diversos hotéis e albergues do litoral do mar Adriático.
Mais de cem sobreviventes foram retirados dos escombros na segunda-feira, anunciaram os bombeiros.
Desabrigados
O tremor também deixou 50 mil desabrigados que passaram a noite em abrigos improvisados em quarteis, estádios e ginásios, além de casas de amigos e parentes.
O número de pessoas que perderam as casas no terremoto que arrasou a região de Áquila, no Abruzzo (centro da Itália), foi reduzido para 17 mil, segundo o centro de coordenação.
Massimo Cialente, o prefeito da cidade, capital da região dos Abruzzo, calculou em 50 mil o número de desabrigados. Outras fontes chegaram a citar 70 mil pessoas sem casas.
A cidade de Áquila tem 60 mil habitantes e a Província de mesmo nome tem 70 mil. De acordo com o centro de coordenação de resgates, praticamente um em cada sete habitantes da Província perdeu a casa.
A Defesa Civil informou que mais de 10 mil casas e edifícios foram danificadas.
Com agências internacionais
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