Japão pede punição à Coreia do Norte por foguete; Rússia pede calma
colaboração para a Folha Online
da Efe
A Câmara do Japão aprovou nesta terça-feira uma resolução que condena o lançamento do foguete da Coreia do Norte, no último domingo (5), e pede ao governo a imposição de mais sanções. Tóquio, Seul e Washington afirmam que a operação, que Pyongyang afirma se tratar de um satélite de telecomunicações, foi fracassada. Os países afirmam que o foguete escondia um míssil.
| AP |
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| Primeira imagem do lançamento do foguete norte-coreano neste domingo; Coreia do Sul e Japão discutem retaliações ao país |
Entenda o que está em jogo
Saiba mais sobre a Coreia do Norte
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De acordo com Washington e Seul, a primeira parte do foguete caiu no mar do Japão e as demais foram disseminadas no Oceano Pacífico. Segundo o ministério da Defesa sul-coreano, não há informações se as duas últimas fases do foguete de longo alcance chegaram a se separar ou caíram juntas ao mar.
A expectativa é que o Executivo japonês aprove na próxima sexta-feira (10) novas sanções contra o regime norte-coreano, que poderia representar um embargo a todas as exportações.
Na moção parlamentar aprovada nesta terça-feira, que será votada nesta quarta-feira no Senado, se diz que o lançamento norte-coreano é uma violação das resoluções 1695 e 1718 das Nações Unidas de 2006, que impedem que o regime comunista dispare mísseis balísticos.
O Parlamento japonês já aprovou uma resolução similar em 2006, pouco depois do teste nuclear da Coreia do Norte, que acabou dando lugar à resolução 1718. Na época, o Japão impôs sanções econômicas contra Coreia do Norte depois do teste nuclear feito pelo regime comunista em outubro de 2006.
As sanções proíbem a importação de produtos norte-coreanos, assim como as exportações de muitos produtos japoneses à Coreia do Norte e a entrada em águas do Japão de navios de bandeira norte-coreana.
A agência de notícias local Kyodo informou que o Executivo japonês estuda a possibilidade de ampliar as sanções com um embargo a todas suas exportações e restringir os bens levados por pessoas que queiram viajar para Coreia do Norte.
Rússia
O ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou nesta terça-feira que é preciso evitar extrair "conclusões apressadas" sobre o foguete norte-coreano. "Devemos evitar conclusões apressadas. Está claro que a situação não causa alegria, causa preocupação", disse, em entrevista coletiva, o chefe da diplomacia russa, segundo a agência Interfax.
Lavrov ressaltou que seu país quer "esclarecer minuciosamente" todo os aspectos técnicos do lançamento do foguete pelo regime de Pyongyang. "Este trabalho continua se desenvolvendo em nosso país e também em outros Estados", afirmou Serguei.
Em 12 de março, Pyongyang comunicou à Organização Internacional de Aviação Civil e à Organização Marítima Internacional que, entre os dias 4 e 8 de abril, lançaria um satélite de comunicações como parte de seu programa espacial com fins pacíficos.
No entanto, Coreia do Sul, Japão e EUA definem o ato norte-coreano como uma violação da resolução 1.718 do Conselho de Segurança da ONU, que pede que esse país asiático abandone os testes de armas nucleares e com mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento desse armamento.
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