Mundo
09/04/2009 - 17h24

Mortos em terremoto no Itália superam 280; presidente faz visita

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da Folha Online

O número de pessoas mortas no grande terremoto que atingiu a região italiana de Abruzzo --principalmente a cidade de Áquila-- nesta segunda-feira (6) e nos tremores subsequentes superou 280. Conforme a agência de notícias Associated Press, o último boletim da polícia registra 283 mortes, sendo 20 de crianças ou adolescentes. Os terremotos ainda deixaram cerca de 1.500 pessoas feridas e milhares de desabrigados.

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Nesta quinta-feira, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, visitou a região. Ele agradeceu o trabalho das equipes de resgates, que deverão continuar até domingo (12), pois 20 pessoas a 30 pessoas permanecem desaparecidas. "Estou aqui pela dor e pelo sentimento, e não para ser fotografado."

Diante dos caixões brancos de dezenas de crianças, Napolitano prestou uma homenagem silenciosa. Depois, ele viajou à cidade vizinha de Onna, que se tornou símbolo da tragédia. Em Onna, os tremores mataram 40 dos 400 habitantes --equivalente a 10% da população.

Reuters
O presidente da Itália, Giorgio Napolitano (centro), visita a cidade de Onna, vizinha de Áquila, destruída por tremor
O presidente da Itália, Giorgio Napolitano (centro), visita a cidade de Onna, vizinha de Áquila, destruída por tremor

O premiê italiano, Silvio Berlusconi, que tem ido à região diariamente, anunciou o destino de 100 milhões de euros para auxílio de emergência às vítimas e um audacioso cronograma de reconstrução da área que, segundo ele, envolverá 100 projetos a serem realizados por 102 Províncias e custará "bilhões de euros".

Por conta dos danos causados a inúmeros imóveis, cerca de 18 mil pessoas estão vivendo em acampamentos. Outras 10 mil foram alocadas em hotéis no litoral, distante de Abruzzo. Mais 700 passaram a noite em vagões de trem com aquecimento, na principal estação de trem da cidade de Áquila.

Nesta quinta-feira, o comércio começou a reabrir em Abruzzo. "Abrimos para tentar vender a carne antes que estrague", disse o comerciante Antonio Nardecchia, 32, dono de um açougue nas proximidades do centro histórico de Áquila. "Mas não vejo muito futuro. Não é como se as coisas fossem voltar ao normal amanhã." Grande parte dos sobreviventes não tem dinheiro e, por isso, depende apenas da ajuda do governo para comer.

Nos acampamentos para sobreviventes, o governo abriu tendas com serviços de correio e bancários, com a intenção de dar às vítimas acesso às contas, por meio das quais podem receber ajuda, principalmente de familiares que vivem no exterior. Diversos sobreviventes também lutam contra os policiais para ter acesso aos imóveis e recuperar alguns bens.

Nesta Sexta-Feira da Paixão (10), o número dois do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, irá realizar uma missa em homenagem às vítimas do terremoto, a cerca de 6 km de Áquila. A missa só será possível graças a uma dispensa concedida pelo papa, Bento 16, já que, pela tradição, não são celebradas missas na Sexta-Feira da Paixão, dia em que se comemora a paixão de Jesus Cristo.

Com agências internacionais

 

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