Para paz, premiê exige que palestinos reconheçam "Estado judaico"
da Folha Online
O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse ao enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que seu governo não negociará com os palestinos até que estes reconheçam Israel.
Netanyahu transmitiu a Mitchell que "espera que os palestinos reconheçam primeiro Israel como um Estado judeu, antes de falar de dois Estados para dois povos", informou o jornal "Haaretz", citando uma fonte próxima ao premiê.
Netanyahu até agora tem evitado se comprometer com o estabelecimento de um Estado palestino na Cisjordânia e na faixa de Gaza. Ele defende que o foco das futuras negociações sejam as questões econômicas e de segurança, e não os temas mais complicados, como a demarcação de fronteiras, o status de Jerusalém e o futuro dos refugiados palestinos.
O movimento islâmico radical palestino Hamas, que ganhou as últimas eleições legislativas palestinas de 2006 e, desde junho de 2007, governa de fato na faixa de Gaza, reiterou várias vezes que não reconhecerá Israel, mas assinaria um acordo de paz durável com este país.
O premiê transmitiu a Mitchell que seu país "deve preservar seus interesses de segurança" e que, apesar de Israel "não estar interessado em governar os palestinos, deve garantir que o processo político não provoque um segundo "Hamastão" em Israel", segundo o jornal "Yedioth Ahronoth".
Mitchell, que chegou nesta quarta-feira a Israel para se informar sobre a política do novo governo frente ao processo de paz, disse nesta quinta-feira que "os EUA favorecem uma solução de dois Estados que representará um Estado palestino vivendo em paz junto ao Estado de Israel".
Após seus primeiros contatos com o novo Executivo conservador, que tomou posse há duas semanas e até agora evitou se comprometer com a solução de dois Estados, Mitchell disse que seu país "espera ver esforços para conseguir uma paz completa em toda a região".
Mitchell se encontrou ainda com o chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, que evitou a polêmica e não citou em nenhum momento a proposta do Estado palestino.
O chanceler israelense qualificou o encontro como importante e minucioso e destacou que teve como objeto "coordenar posições entre EUA e Israel".
Lieberman, dirigente do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu, afirmou recentemente que seu governo não se sente obrigado a seguir o processo de paz de Annapolis, impulsionado em novembro de 2007 pelo governo do americano George W. Bush e que tem como fim a criação de um Estado palestino.
"Foi uma ótima oportunidade de trocar algumas ideias, e conversamos sobre uma cooperação realmente estreita", disse Lieberman a respeito do encontro com Mitchell.
Com Efe e Reuters
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Duas vezes na Bíblia Jerusalém é chamada "cidade do nosso Deus" (Salmo 48.1,8); duas vezes, "cidade de Deus" (Salmo 46.4 e Salmo 87.3); oito vezes, "santa cidade" ou "cidade santa" (Neemias 11.1; Isaías 48.2; Isaías 52.1; Mateus 4.5; etc.). Deus decretou que jamais existirá uma cidade igual a Jerusalém! Ela é mencionada 811 vezes na Bíblia e nenhuma vez no Corão, revelando a mentira de que Jerusalém sempre foi sagrada para os muçulmanos. Somente após o renascimento de Israel como nação, essa falsa alegação foi inventada para justificar os ataques islâmicos contra Israel como uma "potência ocupadora". Os EUA, a ONU, a União Européia (UE) e outros países aceitam essa mentira como base para uma "paz" que pretendem impingir a Israel com os vizinhos muçulmanos, os quais estão determinados a destruir o Estado judeu. Dave Hunt
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Maranata.
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