EUA dizem "não tolerar" texto de conferência sobre racismo e não vão a encontro
da France Presse
Os Estados Unidos não participarão na conferência internacional de Durban 2 sobre o racismo, que começa na próxima segunda-feira (20), em Genebra, devido ao fato de que a declaração final do encontro inclui declarações que o país "não pode tolerar", informou o departamento de Estado neste sábado.
"Infelizmente, parece certo que certas questões não serão abordada no documento adotado pela conferência. Portanto, com pesar, os Estados Unidos não vão participar na conferência", afirma um comunicado oficial.
Negociadores na capital suíça afirmaram durante a semana que países ocidentais e muçulmanos concordaram com a declaração contra o racismo da ONU que trata de assuntos controvertidos relativos à discriminação religiosa, Israel e o Oriente Médio.
No início de fevereiro deste ano, uma delegação americana participou de encontros preparatórios da conferência, apesar do pedido de Israel por um boicote ao evento --o que foi encarado como uma possível mudança de postura da nova administração americana em relação à de George W. Bush (2001-2009).
Mas os americanos entenderam que não teriam condições de melhorar o documento final a ser produzido pela conferência e decidiram boicotar o encontro no fim de fevereiro.
Em janeiro do ano passado, o governo do Canadá anunciou que não iria à conferência de Durban 2, como está chamado o encontro deste ano, alegando haver sinais de que se repetiria o que classificou de antissemitismo da reunião de 2001. No início deste mês, foi a vez do governo italiano anunciar o boicote ao encontro Itália não participará na conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o racismo conhecida como Durban 2, anunciou oficialmente nesta sexta-feira um porta-voz do ministério das Relações Exteriores.
Na primeira edição da Conferência Mundial contra Racismo, em Durban, na África do Sul, participantes judeus disseram ter sido silenciados e ameaçados por ativistas árabes. Ao final, as delegações dos Estados Unidos e de Israel acabaram abandonando o evento quando foi apresentado um rascunho do texto da conferência no qual havia uma comparação entre o sionismo --movimento para estabelecer e manter o Estado de Israel-- e o racismo.
Com Efe e Reuters
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