Judiciário do Irã pede "tratamento justo" à jornalista condenada
colaboração para a Folha Online
O poder judiciário iraniano pediu nesta segunda-feira um tratamento "rápido e justo" à apelação apresentada pela jornalista iraniano-americana Roxana Saberi, condenada a oito anos de prisão por espionagem a serviço dos Estados Unidos.
| 03.abr.09/Abedin Taherkenareh /Efe |
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| Caso da jornalista americana radicada no Irã abre polêmica entre o próprio governo |
"Os diferentes aspectos deste caso devem ser tratados de maneira justa, precisa e rápida", afirmou o aiatolá Hachemi Shahrudi, diretor das instituições judiciais.
A ordem ocorre apenas 24 horas depois do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, enviar uma carta ao procurador-geral de Teerã, Said Mortazavi, pedindo que este supervisionasse o processo e assegurasse que Saberi "possa se defender" e receba tratamento de acordo com a lei.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a libertação de Roxana e negou que a jornalista seja uma espiã. Obama afirmou estar "decepcionado" com a decisão e prometeu que o governo americano vai buscar todos os detalhes sobre a condenação da jornalista.
Saberi, que é americana, mas radicada no Irã, trabalhava como jornalista freelancer e foi detida em 31 de janeiro, aparentemente quando comprava uma garrafa de vinho, cujo consumo é proibido no Irã.
No entanto, desde então, as acusações contra ela oscilaram da suposta compra da citada bebida --segundo o pai da jornalista-- até a denúncia de que trabalhava de forma ilegal, após ter expirado sua credencial de imprensa.
Em 9 de abril de 2009, poucos dias antes do início do julgamento a portas fechadas, o procurador Hassan Zare Dehnavi acusou Saberi, cuja segunda nacionalidade o Irã não reconhece, de espionar para os Estados Unidos.
Com Efe e France Presse


