Mundo
20/04/2009 - 08h53

Judiciário do Irã pede "tratamento justo" à jornalista condenada

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colaboração para a Folha Online

O poder judiciário iraniano pediu nesta segunda-feira um tratamento "rápido e justo" à apelação apresentada pela jornalista iraniano-americana Roxana Saberi, condenada a oito anos de prisão por espionagem a serviço dos Estados Unidos.

03.abr.09/Abedin Taherkenareh /Efe
Caso da jornalista americana radicada no Irã abre polêmica entre o próprio governo
Caso da jornalista americana radicada no Irã abre polêmica entre o próprio governo

"Os diferentes aspectos deste caso devem ser tratados de maneira justa, precisa e rápida", afirmou o aiatolá Hachemi Shahrudi, diretor das instituições judiciais.

A ordem ocorre apenas 24 horas depois do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, enviar uma carta ao procurador-geral de Teerã, Said Mortazavi, pedindo que este supervisionasse o processo e assegurasse que Saberi "possa se defender" e receba tratamento de acordo com a lei.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a libertação de Roxana e negou que a jornalista seja uma espiã. Obama afirmou estar "decepcionado" com a decisão e prometeu que o governo americano vai buscar todos os detalhes sobre a condenação da jornalista.

Saberi, que é americana, mas radicada no Irã, trabalhava como jornalista freelancer e foi detida em 31 de janeiro, aparentemente quando comprava uma garrafa de vinho, cujo consumo é proibido no Irã.

No entanto, desde então, as acusações contra ela oscilaram da suposta compra da citada bebida --segundo o pai da jornalista-- até a denúncia de que trabalhava de forma ilegal, após ter expirado sua credencial de imprensa.

Em 9 de abril de 2009, poucos dias antes do início do julgamento a portas fechadas, o procurador Hassan Zare Dehnavi acusou Saberi, cuja segunda nacionalidade o Irã não reconhece, de espionar para os Estados Unidos.

Com Efe e France Presse

 

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