Mundo
21/04/2009 - 09h10

Israel compara presidente do Irã a Hitler

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colaboração para a Folha Online

O vice-premiê de Israel, Silvan Shalom, comparou nesta terça-feira o atual regime iraniano com a Alemanha do ex-ditador nazista Adolf Hitler (1889-1945), antes de começar as homenagens pelas vítimas do Holocausto, no campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia.

"Israel deixou uma nação sem lar", diz presidente iraniano; assista

Dan Balilty/AP
Israelense joga flor em memória às vítimas do Holocausto; declaração de presidente iraniano causa polêmica no governo
Israelense joga flor em memória às vítimas do Holocausto; declaração de presidente iraniano causa polêmica no governo

"O que o Irã trata de fazer atualmente é o que Hitler fez com o povo judeu há 65 anos", disse Shalom, em resposta às declarações do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que acusou Israel de racismo contra os palestinos nesta segunda-feira durante a Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU, realizada em Genebra.

Shalom disse ainda, em um discurso à rádio pública, que o programa nuclear do Irã constitui uma ameaça "não só para Israel, mas para todo o mundo". "Com os seus mísseis de longo alcance, o Irã pode atacar Londres, Paris, Berlim, Roma e o sul da Rússia", disse.

No último dia 18, a imprensa estrangeira destacou a ameaça de uma intervenção militar israelense contra o Irã. As declarações de porta-vozes do Exército ao jornal "The Times" causaram furor entre membros do governo iraniano.

Em um evento no mesmo dia, Ahmadinejad disse que "ninguém ousaria em atacar o Irã". Em entrevista à emissora iraniana Press TV, o major general Ataollah Salehi prometeu uma "resposta à altura".

AP
Mahmoud Ahmadinejad defende palestinos e acusa Israel de cometer racismo em Gaza
Mahmoud Ahmadinejad defende palestinos e acusa Israel de cometer racismo em Gaza

ONU

Um total de 22 dos 27 países da UE (União Europeia) --todos menos Holanda, Itália, Polônia, Alemanha e a República Tcheca-- afirmaram nesta terça-feira que permanecerão na Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU. A República Tcheca, que ocupa a Presidência rotativa da UE, abandonou o evento, segundo o embaixador tcheco perante às Nações Unidas em Genebra, Tomás Husák.

Segundo o embaixador tcheco, a saída do evento foi motivada pelas declarações do presidente do Irã."O discurso de ontem foi a gota d'água", disse Husák a jornalistas.

Nesta segunda-feira, Ahmadinejad, causou polêmica no evento ao denunciar o racismo de Israel e a cumplicidade dos Estados Unidos e de alguns governos ocidentais na política israelense contra os palestinos.

Ao todo, 40 diplomatas da UE (União Europeia) deixaram a sala em que ocorria a conferência em retaliação. Os representantes também ameaçaram abandonar a conferência se houvesse novos apelos a retórica antissemita ou outras críticas igualmente discriminatórias contra Israel

As nações europeias ausentes, junto aos EUA, Israel, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, consideraram que o encontro se transformaria em um fórum antissemita.

A UE debateu até o último momento sua participação na conferência e, em reunião em Bruxelas no domingo (19), foi decidido sem consenso --Itália, Alemanha, Polônia e Holanda boicotavam a reunião-- que os países-membros do bloco compareceriam, mas não aceitariam "nenhuma provocação".

Assinatura

20.abr.09/Salvatore di Nolfi/Efe
Diplomatas abandonam sala em evento da ONU após o discurso de presidente iraniano
Diplomatas abandonam sala em evento da ONU após o discurso de presidente iraniano

A Conferência pode aprovar nesta terça-feira e quarta-feira o documento oficial, como anunciou ontem a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, e como querem algumas delegações, como a latino-americana, que temem a reabertura da discussão sobre um documento alcançado por consenso após muitas negociações.

O documento não faz nenhuma menção a Israel e nem aos territórios ocupados, mas faz referência explícita ao Holocausto e à necessidade de não esquecê-lo.

Além disso, o texto não inclui o conceito de "difamação de religiões", apoiado por alguns países árabes e que foi excluído porque as nações ocidentais temiam que pudessem afetar a liberdade de expressão.

Pillay agradeceu publicamente à delegação palestina e à Organização da Conferência Islâmica por terem renunciado a pontos que lhes eram cruciais com o interesse de alcançar o consenso.

Comentários dos leitores
J. R. (1104) 30/10/2009 09h03
J. R. (1104) 30/10/2009 09h03
"O cientista americano que trabalhou na Nasa e no Pentágono e foi preso por tentar espionar para Israel pode ser condenado à pena de morte nos Estados Unidos" - Essa é a notícia plantada mais manjada dos últimos tempos nessa relação incestuosa entre Israel e USA, coisa para inglês ver mesmo. É uma inútil tentativa de "descolar" a ligação intrinseca que há na relação entre os "estados" perante a opinião pública americana e mundial. Ninguém cai mais nessa, só o mundo árabe talvez. sem opinião
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J. R. (1104) 22/10/2009 10h55
J. R. (1104) 22/10/2009 10h55
Em 28/09/2009 16h01 - Todos os países sem armas nucleares e assim tería-mos "paz". Sem tanques, sem mísseis, sem navios de guerra, sem satélites espiões, etc, etc, Pura utopia ! ... Uns amam a vida, outros a morte e a destruição. ... Ah ! Já me esquecendo ao sujeito oculto J.R. que se esconde atrás de sigla. Coisa típica de covardes." -
DIREITO DE RESPOSTA POR OFENSA:
Devo dizer que o Sr. profeta entra em contradição o tempo todo, e demanda essa contradição para o desconhecido, sem se desvencilhar da confusão. Atitude típica de covarde; não usaria a palavra "predador" pois os naturais têm até respeito pela presa; é fazer chover bombas sobre um povo indefeso, e depois depositar na conta de Javé, o Deus sanguinário. O Sr. Profeta insiste que deva usar um nome ao invés do cadastrado a mais de um ano, se esquecendo de saber que também pode estar usando um pseudônimo, para ser polido na expressão. Quanto à minha covardia, é a mesma geneticamente natural do ser humano, mas com certeza bem menor do que a do Sr., que usa palavras, nomes e expressões para enganar, sem fundamento na realidade. O Sr. se julga um dos 13 milhões de judeus no mundo? Pobre coitado, pelo nome o Sr. é cristão novo, e não pode ser reconhecido como tal. O Irã é um país amigo do Brasil, o Sr. não tem como impedir isso, ou quem quer que seja, a não ser pela força. O poder não "reside na força" ? Então vá em frente com sua coragem, saia à rua, não se esconda homem, se for! MEU IP ESTÁ REGISTRADO PELO FOLHA.COM.BR!
36 opiniões
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" O Brasil fará exemplo para o mundo, receberá todo e qualquer presidente, legitimamente eleito,.."
...
Como pode ter certeza desse " legitimamente eleito " com uma apuração de 40 milhões de votos manuais em menos de 12 horas ?!
Os pingos nos i"s" !
Legitimamente nomeado e empossado pela autoridade máxima religiosa daquele país que se chama Ali Kamenei.
...
Depois vem o " outro " e lança no ar a fraze:
" ... as eleições no Irã foram legítimas..."
Seria " ele " onisciente ?!
Não ! Isso tem nome, chama-se : jactância ou presunção !
Porquê será que muitos políticos e imperadores sofrem da " síndrome de Deus " ?!
Julio Cesar, Mussolini, Napoleão, Stalin, Hiroito, Hitler, Salazar, Franco, Faraós, etc, etc,
...
" Quando a glória sobe à cabeça, a razão é expulsa de seu lugar, a cegueira estende a mão e ambas caminham à ruina." J.Nunes R. Filho.
" O poder oferece algumas opções de acordo com a índole, formação e psique de cada pessoa:
Aos cruéis a tirania, aos vaidosos a glória, aos tímidos o fracasso, aos incautos a bobeira, aos estadistas as verdadeiras necessidades da nação e por fim aos oportunistas ; tirar proveito da ocasião ou do momento." J.Nunes.R.F.
Pobres e nobres almas !
Como saberemos votar e eleger no meio de tantos corações difusos e inconstantes que vivem nas sombras ?!
Em 2010 a sorte será lançada mais uma vez e o FH ( Fator Histórico ), poderá ser um facilitador.
sem opinião
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