Latinos testarão fôlego de discurso de Obama
da Folha de S.Paulo
A nova relação entre EUA e América Latina prometida por Barack Obama na Cúpula das Américas colhe de antemão o êxito de marcar a diferença de tom entre seu governo e a impopular administração de George W. Bush.
A aplicação do novo discurso esbarra, porém, em contingências que vão da parca ajuda financeira americana aos países mais pobres da região à necessidade de reformulação das políticas antidrogas e migratória.
Parte dos analistas afirma que, apesar da retórica, Obama deve seguir amarrado aos eixos da relação com o continente nas últimas décadas -política contra as drogas e imigração-, já que a agenda do livre comércio foi praticamente enterrada. Outros apontam a importância do discurso, com agenda ampla incluindo energia e apartado da lógica de Guerra Fria, reeditada nos oito anos de Bush.
"Há vários riscos daqui para frente, mas as falas de Obama foram muito refrescantes e pouco americanas. Foi tão importante pelo que foi dito quanto pelo que não foi dito, principalmente temas de alta segurança e a antiga retórica da Guerra Fria", diz Larry Birns, diretor do progressista Council on Hemispheric Affairs, de Washington.
Leia a reportagem completa da edição de hoje da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e UOL).
Com Andrea Murta, Thiago Guimarães e Flávia Marreiro
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Osama foi treinado pela CIA, à época do domínio soviético no Afeganistão. 32 mil rebeldes, aquela época, venceram e expulsaram os soviéticos. Hoje, como são contra os americanos, são chamados de terroristas. Engraçado não é.? Todos sabem que o Afeganistão é estratégico para os EUA que se dirigem países com desinência -ão: Turquistão, azerbaijão, Casaquistão...
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