Ex-beata acusa presidente paraguaio de ser pai de criança
colaboração para a Folha Online
O ex-bispo e presidente do Paraguai, Fernando Lugo, recebeu nesta quarta-feira mais uma acusação de paternidade, a terceira em menos de 15 dias. Em entrevista ao jornal "ABC", Damiana Hortencia Morán Amarilla, 39, ex-coordenadora da Pastoral Social da Diocese de San Lorenzo, acusa o presidente de ser pai de uma criança de um ano e quatro meses, fruto de "um amor incondicional", segundo Damiana. O governo ainda não se pronunciou sobre o caso.
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| "Foi um caso de amor", diz ex-beata que afirma ter filho com presidente paraguaio |
"Meu filho Juan Pablo [em homenagem ao papa João Paulo 2º] é fruto de uma relação com Lugo, mas uma relação impulsionada por um grande amor, de uma entrega total", disse Damiana ao jornal.
Ao contrário das outras duas ex-namoradas de Lugo, Damiana não pedirá para o ex-bispo assumir a paternidade da criança. De acordo com o jornal, a ex-beata afirmou que fez a revelação "somente para que se saiba a verdade". Damiana afirmou ainda que não pedirá nada ao presidente, "nem o sobrenome", porque segundo ela "há grandes interesses de grupos mafiosos".
Segundo o "ABC", Damiana está separada do ex-marido há cinco anos, desde que conheceu o presidente. A mulher era casada há 17 anos e tem outros dois filhos, com idades de 20 e 21 anos. A proximidade com Lugo ocorreu em 2006, quando renunciou como bispo de San Pedro, em 2004, para concorrer à Presidência.
"Só posso dizer que foi uma entrega, uma explosão de sentimentos, e por essas coisas, entre Deus e a vida, nasceu uma criança, que é Juan Pablo", afirmou a mulher ao se referir ao filho que atribui a Lugo.
Damiana trabalha atualmente como diretora de uma creche em Capiatá, uma área pobre nas proximidades da capital do Paraguai, Assunção.
Quando foi revelado o primeiro filho de Lugo, a Igreja Católica, por meio do Conselho Episcopal Permanente da Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), pediu perdão pelos "pecados" de seus membros e orações para que se mantenham "fiéis à missão sacerdotal".
| Jorge Saenz/AP |
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| Presidente paraguaio, Fernando Lugo, não se pronuncia em nova acusação de paternidade |
Histórico
Na semana passada, o presidente assumiu a paternidade de Fernando Armindo, 2, fruto de um relacionamento com Viviana Carrillo, 26, depois de um processo de filiação. A admissão pública da paternidade estimulou uma segunda mulher, Benigna Leguizamón, ex-funcionária da diocese de San Pedro (400 km ao norte de Assunção), a exigir que Lugo reconheça o filho Lucas Fernando, 6.
Após a denúncia de Benigna, também divulgada pela imprensa paraguaia, a secretaria de Informação da Presidência anunciou em comunicado que "o presidente reitera que está disposto a atuar sempre com o argumento da verdade". "Uma equipe jurídica liderada pelo advogado Marco Fariña se ocupará de atender aos aspectos jurídicos e aos requerimentos da imprensa" sobre a denúncia.
Quando foi revelado o primeiro filho de Lugo, a Igreja Católica, por meio do Conselho Episcopal Permanente da Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), pediu perdão pelos "pecados" de seus membros e orações para que se mantenham "fiéis à missão sacerdotal".
Com Efe e France Presse
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