Mundo
22/04/2009 - 14h31

Rebeldes de Darfur são condenados a forca por ofensiva

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colaboração para a Folha Online
da Efe

Onze membros do grupo rebelde sudanês Movimento da Justiça e da Igualdade (MJI) foram condenados nesta quarta-feira à morte por enforcarmento após serem declarados culpados de participar de uma ofensiva contra a cidade de Umm Durman, no Sudão, há quase um ano.

Kevin P.Q. Phelan/AP
Mais de 2,5 milhões de pessoas tiveram que abandonar as suas casas pelos conflitos
Mais de 2,5 milhões de pessoas tiveram que abandonar as suas casas pelos conflitos

O presidente do tribunal que os julgou, Mootasem Tay al Serr, disse na leitura da decisão judicial que os rebeldes de Darfur também foram considerados culpados de tentar derrubar o governo sudanês pela força e de portar armas para perturbar a ordem pública.

Em 15 de abril, outros dez insurgentes do MJI foram sentenciados à pena capital pelas mesmas acusações.

Com estas novas condenações, aumenta para 71 o número de membros dessa milícia que foram sentenciados a morrer na forca por terem participado em maio de 2008 da ofensiva contra Umm Durman, cidade vizinha a Cartum, quando 255 insurgentes e 77 membros das forças de segurança foram mortos. Entre os condenados, está um meio-irmão do líder do MJI, Khalil Ibrahim.

Outro lado

Em comunicado, o grupo rebelde alertou nesta quarta-feira que o governo sudanês demonstra falta de seriedade com essas sentenças em relação a seus desejos de alcançar a paz na região de Darfur, localizada no oeste do Sudão.

Além disso, o texto revela que a organização pediu ao mediador conjunto da ONU e da União Africana (UA), Djibril Bassolé, para que interceda junto às autoridades sudanesas com o objetivo de libertar todos os condenados por considerá-los prisioneiros de guerra.

Nesse sentido, o MJI apontou que os esforços de paz para Darfur serão obstaculizados caso esses insurgentes não sejam libertados.

Além disso, o grupo rebelde considerou que as sentenças de morte representam uma violação do acordo de boas intenções assinado entre o MJI e o governo sudanês em Doha (Catar) no mês de fevereiro --embora a guerrilha tenha deixado as negociações em março.

Segundo cálculos da ONU, o conflito de Darfur já deixou cerca de 300 mil mortos e dois milhões de deslocados desde seu início em fevereiro de 2003.

 

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