Rebeldes de Darfur são condenados a forca por ofensiva
colaboração para a Folha Online
da Efe
Onze membros do grupo rebelde sudanês Movimento da Justiça e da Igualdade (MJI) foram condenados nesta quarta-feira à morte por enforcarmento após serem declarados culpados de participar de uma ofensiva contra a cidade de Umm Durman, no Sudão, há quase um ano.
| Kevin P.Q. Phelan/AP |
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| Mais de 2,5 milhões de pessoas tiveram que abandonar as suas casas pelos conflitos |
O presidente do tribunal que os julgou, Mootasem Tay al Serr, disse na leitura da decisão judicial que os rebeldes de Darfur também foram considerados culpados de tentar derrubar o governo sudanês pela força e de portar armas para perturbar a ordem pública.
Em 15 de abril, outros dez insurgentes do MJI foram sentenciados à pena capital pelas mesmas acusações.
Com estas novas condenações, aumenta para 71 o número de membros dessa milícia que foram sentenciados a morrer na forca por terem participado em maio de 2008 da ofensiva contra Umm Durman, cidade vizinha a Cartum, quando 255 insurgentes e 77 membros das forças de segurança foram mortos. Entre os condenados, está um meio-irmão do líder do MJI, Khalil Ibrahim.
Outro lado
Em comunicado, o grupo rebelde alertou nesta quarta-feira que o governo sudanês demonstra falta de seriedade com essas sentenças em relação a seus desejos de alcançar a paz na região de Darfur, localizada no oeste do Sudão.
Além disso, o texto revela que a organização pediu ao mediador conjunto da ONU e da União Africana (UA), Djibril Bassolé, para que interceda junto às autoridades sudanesas com o objetivo de libertar todos os condenados por considerá-los prisioneiros de guerra.
Nesse sentido, o MJI apontou que os esforços de paz para Darfur serão obstaculizados caso esses insurgentes não sejam libertados.
Além disso, o grupo rebelde considerou que as sentenças de morte representam uma violação do acordo de boas intenções assinado entre o MJI e o governo sudanês em Doha (Catar) no mês de fevereiro --embora a guerrilha tenha deixado as negociações em março.
Segundo cálculos da ONU, o conflito de Darfur já deixou cerca de 300 mil mortos e dois milhões de deslocados desde seu início em fevereiro de 2003.
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