Justiça da Venezuela expede ordem de prisão contra líder opositor
da Folha Online
A justiça de Caracas expediu nesta quarta-feira ordem de detenção preventiva contra o líder da oposição, Manuel Rosales, acusado de corrupção. Rosales está atualmente em Lima, no Peru, onde pediu asilo político, informou o Ministério Público em comunicado.
A decisão foi assinada pela juíza Reina Morandy, do 19º Tribunal de Caracas, que já transmitiu sua determinação à Interpol, à polícia científica venezuelana e ao escritório nacional de estrangeiros (Onidex).
| Chico Sánchez-09ago.06/Efe |
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| Líder da oposição, Manuel Rosales, afirmou que continuará luta contra presidente Chávez |
"A ordem judicial deve ser aplicada para garantir a presença do réu", diz a nota.
Rosales pediu nesta terça-feira asilo político ao Peru e, nesta quarta-feira, anunciou que dará prosseguimento à luta para "libertar" seu país das "mãos ensanguentadas" do presidente Hugo Chávez.
Em discurso transmitido pela televisão, de um lugar desconhecido, Rosales chamou Chávez de covarde.
O governo do Peru avalia o pedido de asilo político de Rosales, que licenciou-se no último dia 3 da Prefeitura de Maracaibo, a segunda maior cidade do país. Ele foi derrotado por Chávez nas últimas eleições presidenciais.
A autorização para que Rosales se ausente da prefeitura por três meses, prazo que ele pode pedir para ser prorrogado, foi concedida para que ele se ocupe exclusivamente de sua defesa no processo que enfrenta por suposto enriquecimento ilícito.
Derrotado por Chávez nas eleições presidenciais de 2006, Rosales sofre ameaças de prisão de Chávez durante a campanha para as eleições regionais do ano passado, quando se elegeu prefeito. "Ele quer me matar, mas não vou matá-lo, não mato ninguém, mas sou o chefe de Estado (...) e estou decidido a prender Manuel Rosales", disse o presidente em um discurso transmitido pela TV estatal em outubro do ano passado, durante a campanha.
As ações contra a oposição e os dissidentes se intensificaram após a vitória de Chávez no referendo do último dia 15 de fevereiro, quando sua proposta de reeleições consecutivas ilimitadas para os cargos executivos no país foi aprovada. Em 15 de março, valendo-se de uma lei recém aprovada, ele ordenou que o Exército tomasse portos e aeroportos em Estados governados por opositores e ameaçou de prisão os governadores que tentassem resistir à decisão.
Com France Presse
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