Mundo
22/04/2009 - 15h05

ONU rejeita divisão de Província iraquiana sob disputa

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da Folha Online

A ONU (Organização das Nações Unidas) entregou nesta quarta-feira às autoridades iraquianas um relatório sobre a rica Província petrolífera de Kirkuk, disputada por árabes, curdos e turcomanos, no qual rejeita a divisão da região, situada no norte do Iraque.

Saiba mais sobre os grupos étnicos e religiosos do Iraque

A Província de Kirkuk acolhe várias comunidades que lutam por poder: os curdos, que querem sua integração ao Curdistão iraquiano, os turcomanos, que se consideram habitantes históricos da região, os caldeus assírios (cristãos) e os árabes que chegaram durante o governo do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.

Segundo um comunicado da Missão de Assistência da ONU no Iraque (Unami, em inglês), o relatório analisa quatro soluções para Kirkuk, todas de acordo com a Constituição iraquiana, e que requerem um consenso entre todos os partidos políticos e a realização de um plebiscito para a aceitação.

A nota, que não entra em mais detalhes sobre essas opções, acrescenta que as quatro soluções consideram Kirkuk uma entidade única e não defendem sua divisão em distritos.

O relatório é parte de um mais amplo sobre áreas disputadas no Iraque, que foi entregue nesta quarta-feira pelo representante especial da ONU no país árabe, Staffan de Mistura, ao governo iraquiano e ao da região autônoma do Curdistão.

Em 5 de março passado, a ONU mandou uma delegação a Kirkuk para estudar a situação no terreno, em aplicação ao artigo 23 da lei eleitoral, que estipula a criação dessa missão para solucionar os problemas existentes na zona.

Após se encontrar uma solução, e como estipula o artigo 40 da Constituição iraquiana, está previsto que haja um plebiscito para decidir se Kirkuk passa a fazer parte da região autônoma do Curdistão ou permanece sob a administração direta de Bagdá.

Kirkuk ficou isenta da realização de eleições provinciais em 31 de janeiro passado, à espera de satisfazer as reivindicações das diversas comunidades étnicas e religiosas que a habitam.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
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Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
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J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
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