ONU rejeita divisão de Província iraquiana sob disputa
da Folha Online
A ONU (Organização das Nações Unidas) entregou nesta quarta-feira às autoridades iraquianas um relatório sobre a rica Província petrolífera de Kirkuk, disputada por árabes, curdos e turcomanos, no qual rejeita a divisão da região, situada no norte do Iraque.
Saiba mais sobre os grupos étnicos e religiosos do Iraque
A Província de Kirkuk acolhe várias comunidades que lutam por poder: os curdos, que querem sua integração ao Curdistão iraquiano, os turcomanos, que se consideram habitantes históricos da região, os caldeus assírios (cristãos) e os árabes que chegaram durante o governo do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.
Segundo um comunicado da Missão de Assistência da ONU no Iraque (Unami, em inglês), o relatório analisa quatro soluções para Kirkuk, todas de acordo com a Constituição iraquiana, e que requerem um consenso entre todos os partidos políticos e a realização de um plebiscito para a aceitação.
A nota, que não entra em mais detalhes sobre essas opções, acrescenta que as quatro soluções consideram Kirkuk uma entidade única e não defendem sua divisão em distritos.
O relatório é parte de um mais amplo sobre áreas disputadas no Iraque, que foi entregue nesta quarta-feira pelo representante especial da ONU no país árabe, Staffan de Mistura, ao governo iraquiano e ao da região autônoma do Curdistão.
Em 5 de março passado, a ONU mandou uma delegação a Kirkuk para estudar a situação no terreno, em aplicação ao artigo 23 da lei eleitoral, que estipula a criação dessa missão para solucionar os problemas existentes na zona.
Após se encontrar uma solução, e como estipula o artigo 40 da Constituição iraquiana, está previsto que haja um plebiscito para decidir se Kirkuk passa a fazer parte da região autônoma do Curdistão ou permanece sob a administração direta de Bagdá.
Kirkuk ficou isenta da realização de eleições provinciais em 31 de janeiro passado, à espera de satisfazer as reivindicações das diversas comunidades étnicas e religiosas que a habitam.
Com Efe e France Presse
Leia mais
- Atentado suicida em base militar iraquiana mata 11 e fere 50
- Partido de premiê iraquiano é favorito nas eleições provinciais do Iraque
- Iraquianos se dividem entre esperança e desânimo nas eleições provinciais
Outras notícias internacionais
- Justiça da Venezuela expede ordem de prisão contra líder opositor
- Mãe de pirata somali julgado nos EUA pede perdão de Obama
- Rebeldes de Darfur são condenados a forca por ofensiva
Especial
Livraria


avalie fechar
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
avalie fechar
avalie fechar