Coreia do Norte diz que voltou a processar combustível nuclear
da Efe, em Seul
A Coreia do Norte anunciou hoje que voltou a processar barras de combustível nuclear em sua principal usina atômica, com o objetivo de impulsionar seu poder contra as "forças hostis", informou a agência estatal do país, KCNA.
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Essa decisão indica que o regime comunista norte-coreano começou a extrair plutônio do combustível nuclear que armazena em sua central de Yongbyon, ao norte de Pyongyang, que teria sido reativada, segundo a agência sul-coreana Yonhap.
"A volta do processamento de barras de combustível começou, como já foi anunciado em comunicado do dia 14 de abril pelo Ministério das Relações Exteriores", informou um porta-voz do ministério à KCNA.
Em 14 de abril, um dia após ser condenado pelo Conselho de Segurança da ONU pelo recente lançamento de um foguete de longo alcance, o regime comunista advertiu para um rearmamento nuclear e o boicote ao diálogo no Grupo dos Seis (formado pelas duas Coreias, EUA, Rússia, China e Japão) para sua desnuclearização.
A Coreia do Norte decidiu ao mesmo tempo expulsar do país os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e dos Estados Unidos.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, a decisão anunciada hoje "contribuirá para impulsionar a dissuasão nuclear em defesa própria a fim de fazer frente às crescentes ameaças militares das forças hostis".
Ontem, um comitê do Conselho de Segurança da ONU decidiu impor sanções a três firmas vinculadas com o aparato militar da Coreia do Norte por sua suposta participação no recente lançamento do foguete de longo alcance.
Além disso, ampliou a lista de bens que são proibidos de importar ou exportar do país asiático.
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Está aí o resultado do "passo para trás", mencionado anteriormente por Robert Wood, porta-voz do Departamento de Estado americano. Isto, pela "falta de habilidade" das partes envolvidas no caso. Não se constrói um foguete de um dia para outro. Com os atuais recursos de visualização de imagens aéreas via-satélite e a presença de inspetores internacionais em território norte-coreano, ninguém sabia sobre a construção dele por antecipação? Desconheciam também sobre as intenções do futuro lançamento? Igualmente, sobre os riscos que poderia representar? Por que o general Walter Sharp, comandante das forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul teria afirmado sobre o fato da CN possuir 800 mísseis e plutônio suficiente para fabricar algumas poucas armas nucleares apenas, e logo depois, do seu lançamento? Qual o papel que foi desempenhado pelos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e do governo dos Estados Unidos em território norte-coreano? Responder a estas e outras perguntas talvez nos leve a compreender melhor que ao contrário da afirmação feita por Robert Wood, o comportamento da Coréia do Norte foi um "passo para frente" no sentido de servir aos reais interesses dos EUA em persuadir vários países sobre a necessidade de desenvolver sistemas antimísseis. Resumindo, reitero minha colocação anterior no comentário feito em 16/04/2009 11h17 no que se refere a presença de uma "via de mão dupla" que certamente levará a uma maior falta de controle sobre as possíveis ações que possam vir a ser praticadas pela CN, e que poderiam ser evitadas. Entretanto, depois de uma análise mais minuciosa sobre o desenrolar dos fatos e circunstâncias, não posso deixar de corrigir um equívoco de minha parte: - os EUA não derraparam feio no conceito por ele apresentado como base fundamental do Governo Obama - O Poder Inteligente. Como sempre, usaram do poder da inteligência em favor de seus propósitos, pouco importando sobre as conseqüências. É o velho "jogo de snooker" apresentado sob a ótica do marketing norte-americano...
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