Mundo
25/04/2009 - 20h17

Chanceler de Israel diz que Irã e Venezuela fazem parte de "eixo do mal"

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colaboração para a Folha Online

O ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse em entrevista publicada neste sábado que a Síria não é "verdadeiro parceiro" no processo de paz no Oriente Médio por ser um "quartel-general de grupos terroristas como o Hamas e a Jihad". Ele defendeu também a necessidade de isolar o Irã.

Esses dois países, segundo ele, formam um "eixo do mal", junto à Coreia do Norte e à Venezuela, país que manifesta apoio ao Irã e rompeu relações diplomáticas com Israel durante a ofensiva israelense em Gaza no início deste ano.

"A melhor forma de deter o programa nuclear iraniano são sanções duras. Por isso, o Conselho de Segurança da ONU e a União Europeia [EU] devem impor sanções mais duras e efetivas. O Irã deve ser isolado; só isso pode dar resultado", afirmou Lieberman em entrevista ao jornal alemão "Berliner Zeitung".

O ministro criticou o apoio da Síria ao programa nuclear iraniano assim como seu "respaldo" ao contrabando de armas para a milícia libanesa xiita Hizbollah no sul do Líbano.

Na opinião do chanceler israelense, o verdadeiro "eixo do mal" é integrado pelo Irã, Síria, Coreia do Norte e Venezuela. A expressão foi utilizada no primeiro mandato do ex-presidente americano George W. Bush (2001-2009), em referência Irã, Iraque e Coreia do Norte.

"A cooperação do Irã com a Coreia do Norte, com Hugo Chávez [presidente da Venezuela] e com a Síria é o autêntico eixo do mal", disse Lieberman na entrevista.

Além disso, o ministro defendeu a adoção de novas "soluções políticas" ao conflito entre israelenses e palestinos com condições prévias de "segurança e estabilidade".

Para o ministro, a prioridade para Israel é a segurança, enquanto que para os palestinos é o desenvolvimento econômico.

"O papel dos Estados Unidos, da UE e Japão não pode se limitar a transferir dinheiro às autoridades palestinas. Devem investir mais em projetos concretos para criar novos postos de trabalho para os palestinos", disse Lieberman.

Segundo ele, sem essa premissa, "será impossível convencer o povo de que um futuro melhor o espera e que uma solução pacífica pode oferecer algo a cada cidadão".

Com Efe

 

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