Chanceler de Israel diz que Irã e Venezuela fazem parte de "eixo do mal"
colaboração para a Folha Online
O ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse em entrevista publicada neste sábado que a Síria não é "verdadeiro parceiro" no processo de paz no Oriente Médio por ser um "quartel-general de grupos terroristas como o Hamas e a Jihad". Ele defendeu também a necessidade de isolar o Irã.
Esses dois países, segundo ele, formam um "eixo do mal", junto à Coreia do Norte e à Venezuela, país que manifesta apoio ao Irã e rompeu relações diplomáticas com Israel durante a ofensiva israelense em Gaza no início deste ano.
"A melhor forma de deter o programa nuclear iraniano são sanções duras. Por isso, o Conselho de Segurança da ONU e a União Europeia [EU] devem impor sanções mais duras e efetivas. O Irã deve ser isolado; só isso pode dar resultado", afirmou Lieberman em entrevista ao jornal alemão "Berliner Zeitung".
O ministro criticou o apoio da Síria ao programa nuclear iraniano assim como seu "respaldo" ao contrabando de armas para a milícia libanesa xiita Hizbollah no sul do Líbano.
Na opinião do chanceler israelense, o verdadeiro "eixo do mal" é integrado pelo Irã, Síria, Coreia do Norte e Venezuela. A expressão foi utilizada no primeiro mandato do ex-presidente americano George W. Bush (2001-2009), em referência Irã, Iraque e Coreia do Norte.
"A cooperação do Irã com a Coreia do Norte, com Hugo Chávez [presidente da Venezuela] e com a Síria é o autêntico eixo do mal", disse Lieberman na entrevista.
Além disso, o ministro defendeu a adoção de novas "soluções políticas" ao conflito entre israelenses e palestinos com condições prévias de "segurança e estabilidade".
Para o ministro, a prioridade para Israel é a segurança, enquanto que para os palestinos é o desenvolvimento econômico.
"O papel dos Estados Unidos, da UE e Japão não pode se limitar a transferir dinheiro às autoridades palestinas. Devem investir mais em projetos concretos para criar novos postos de trabalho para os palestinos", disse Lieberman.
Segundo ele, sem essa premissa, "será impossível convencer o povo de que um futuro melhor o espera e que uma solução pacífica pode oferecer algo a cada cidadão".
Com Efe
Leia mais notícias sobre Avigdor Lieberman
- Egito nega convite a ministro israelense para visitar o Cairo
- Plano de paz promove racha entre ministros israelenses, diz jornal
- Ministro israelense acusa presidente do Irã de racismo
Leia mais notícias internacionais
- Homem mata ex-mulher e mais dois em teatro nos EUA
- México e EUA elevam número de casos suspeitos de gripe suína; britânico é internado
- Projeção mostra vitória da centro-esquerda em meio a colapso econômico na Islândia
Especial

